quarta-feira, 14 de abril de 2010

Angola : Luanda : Emozão

Às vezes nos deparamos em algumas encruzilhadas onde devemos optar: devo seguir a direita, devo seguir a esquerda?

Hoje estou filosófico e eis que me surge um embate.

Existem algumas coisas que o homem acha que são diferentes e não conseguiriam conviver juntas.

Ciência e Religião.
Capitalismo e Comunismo.
Estados Unidos e Iraque.

E Emoção e Razão.

Em um primeiro momento a distância entre as duas se configura em um abismo. Até mesmo a Arte acaba por colocá-las em prateleiras opostas. Não sou um grande entendedor do assunto, mas sou um grande admirador e posso perceber que cada período artístico é baseado em um destes conceitos: Emoção ou Razão. Ora um, ora otro.

Posso-te dizer que sou movido muito mais pela emoção. Poucas foram as atitudes que tomei até hoje em minha vida guiado pela Razão. Quer saber uma delas? Minha vinda para a Angola.

Abri mão da amizade e do amor que tenho no Brasil, por um trocado de dólares no bolso.

Mas pensando bem, acho que no fundo minha vinda para a Angola pode ser também encaixada na lacuna da Emoção.

"Ham? Mas você acabou de dizer o contrário."

É, mas a busca por novos desafios, pelo desconhecido e pela vivência em uma nova cultura é ou não é uma decisão baseada na Emoção?

Com isso acabo chegando em uma conclusão em que todos os extremistas deveriam chegar: não adianta nos agarrarmos em um dos pilares e não arredar o pé dali. Temos que ter sabedoria e discernimento para conciliar estes dois conceitos que parecem diametralmente opostos.

Por vezes uma decisão totalmente racional poderia nos fazer deixar de viver uma experiência EMOCIONALMENTE excepcional.

Por outras uma decisão totalmente emocional poderia nos fazer viver uma experiência RACIONALMENTE deplorável.

A resposta está em encontrar o meio-termo: a Emozão.

Assim, quando chegarmos a uma encruzilhada, teremos mais chances de acertar o caminho.

Às vezes virando a esquerda.
Às vezes virando a direita.
Às vezes seguindo em frente.
Às vezes dando um passo atrás.

Um comentário:

Digo a Bordo!

"Ao retornar de uma viagem, não sei se o mundo diminuiu ou eu é que cresci."

Quer sugerir um destino? Tirar Dúvidas? Ou somente elogiar mesmo?
Escreva para rodrigofranco@digoabordo.com
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