domingo, 1 de abril de 2012

França : Chegada em Paris–Aeroporto Charles de Gaulle.

Depois de duas semanas em Londres e um fim de semana em Dublin, era hora de partir pra terra dos croissants e da torre Eiffel: a França!

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Chegamos no Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle, um dos maiores aeroportos do mundo. Nosso voo pousou cerca de 10 da noite e, após os trâmites de imigração e retirada de malas, nos vimos no saguão do terminal por volta das 11. Estávamos morrendo de fome e decididos parar para comer alguma coisa. Foi nosso erro. Quer dizer, o primeiro, de uma sucessão.

Precisávamos pegar o trem RER B com destino a Gare du Nord, a maior estação de trem da Europa. Essa, somada ao ônibus, é a ligação básica deste aeroporto com o centro de Paris. Confesso, por erro meu, que não chequei qual era o horário da última saída, mas jamais imaginei que no maior aeroporto em número de tráfego aéreo da Europa existisse de fato uma última saída. E ela existia e tinha horário bem definido: 23:56.

Depois de comer, fomos andando em direção a plataforma dos trens e começamos a ver outras pessoas apertando o passo em direção às máquinas de venda eletrônica de bilhetes. Aí veio o segundo erro: para não perder tempo tentando decifrar a máquina, pedi ajuda a um casal de franceses que estavam na máquina ao lado. Eles certamente saberiam o que fazer. Ledo engano, eles estavam mais perdidos que eu, HC e a Natasha, juntos. Aí veio o terceiro e último erro: enquanto tentávamos nos entender com a máquina, o funcionário do trem começou a gritar (óbvio, em francês): –Venham, corram, este é o último trem. Não precisa de bilhete, não precisa de bilhete! - Eu chamei os dois e sai correndo em direção às roletas. HC e Natasha não entenderam nada e eu expliquei. HC é meu pau mandado, tudo que eu falo pra ele durante as viagens ele aceita e acredita, mas Natasha era marinheira de primeira viagem comigo e colocou pé firme: –Não, eu não vou dar calote no trem. Ainda mais em Paris, nem pensar!

-Mas Natasha, eu estou te falando, o funcionário do trem que falou isso. Estou avisando, é o último trem!

-Non, mon amour. – acredita que ela ainda fez biquinho?

Bom, mesmo assim, saí correndo e deixei ela pra trás, tentando convencê-la na marra. Tenho certeza que ela não ia preferir ficar sozinha ali, falando somente 3 palavras em francês (non, mon, amour). E eu tinha razão, no meio da corrida dei uma olhada pra trás e ela estava lá, colocando os bofes pra fora, mas tentando não nos perder de vista.

Mas como o mundo conspira a favor do meu blog, o funcionário fechou a portinha da roleta quando eu estava há menos de 5 metros dela. Óbvio que isso ia acontecer, né? Ainda tentei implorar para que eles nos deixasse entrar, mas não deu certo. Eles nos indicou que teríamos que pegar um ônibus que nos deixaria em uma estação de metrô, para de lá seguirmos em direção ao Hotel. Nessa hora vocês me perguntariam: mas por que não pegaram um táxi? Um táxi deste aeroporto até o centro de Paris custaria por volta de 100 euros. Tá respondido?

Fomos no ônibus até uma estação que até hoje eu não sei qual é. Só sei que era bem no subúrbio e a frequência era péssima. Me arrependo de não ter feito check-in no Facebook dizendo como Paris era linda só para fazer inveja no povo (sim, sou desses). Pelo menos eu ia saber onde estive. Ainda tentamos negociar com um taxista e eles nos cobrou 150 euros, ainda mais caro que se tivéssemos saindo do aeroporto. Íamos de metrô mesmo, merci.

Chegamos na plataforma exauridos, foi um sobe e desce com mala que só vendo. Enfim entramos no metrô e ficamos esperando a partida. Até que, uns 5 minutos depois, uma voz no autofalante diz alguma coisa e começa a sair tudo mundo de dentro do vagão. Ham? Como assim? Gastei novamente meu francês básico da Aliança Francesa e descobri que anunciaram que alteraram a rota daquela composição e teríamos que esperar outra. Menos de 5 minutos depois uma nova voz ecooa e entra todo mundo de novo, na mesma composição. Tá de sacanagem, né? É pegadinha? A menina que eu havia me informado nem esperou eu aborda-la de novo, nos viu com cara de WTF e avisou que mudaram de novo e que aquele trem ia para onde precisávamos: Gare du Nord.

Ao chegar em Gare du Nord, parecia que o tempo tinha parado por ali. A mesma estação, a mesma sujeira e a mesma sensação de “Isso é Paris?” de 2007, quando visitei a cidade luz pela primeira vez. Depois de procurar pelas inúmeras placas de “sortie” (saída, em francês), conseguimos sair da estação e chegamos no Boulevard de Magenta. Já estávamos exaustos e abordamos o primeiro taxista que vimos pela frente. Já abrindo a porta do táxi, apontamos o endereço para o motorista e ele riu. Era óbvio, eu já conhecia o Hotel para onde íamos e sabia que era há 1 quadra dali, mas eu também estava tão cansado que naquele momento eu até preferia ser enrolado pelo cara e pagar 20 euros para não ter que dar mais um passo. Mas ele insistiu no “C'est ici, c'est ici” (É aqui, é aqui), que saímos do táxi e fomos andando.

Chegamos no hotel e tudo que eu queria era um bom banho e uma cama para dormir, pois no dia seguinte iríamos para a Eurodisney bem cedo!

Hc e Natasha ainda tiveram coragem de desarrumar mala, mas eu fiquei assistindo de camarote, da minha cama.

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[Continua]

Um comentário:

  1. Olá, Rodrigo! Depois de ler esse post acho que consigo sobreviver em Paris com 3 palavras rsrs Brincadeiras a parte, vamos ter que amargar bons euros, mas não dá para ser tão aventureira quanto vocês. Vai ter que ser de taxi mesmo... Parabéns pelo blog e seus erros servem para miminizar os nossos. Depois passo aqui para contar se sobrevivemos. Abs
    June & Marco

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