sábado, 8 de outubro de 2011

Inglaterra : Londres : British Museum

E a última parada deste blog em Londres é no British Museum, um dos museus mais conhecidos do mundo, com um acervo de mais de 7 milhões de itens. Possui uma infinidade de artigos dos períodos romanos e gregos, sem falar ainda nos artigos egípcios.

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Dentre as peças mais importantes, figuram a Pedra de Roseta e os Mármores de Elgin, ambos alvo de polêmica. Tanto o Egito quanto a Grécia, respectivamente, tentam trazer estas relíquias de volta para os seus países de origem. Mas se você não sabe nem nunca ouviu falar nestas duas, fique tranquilo, eu também não conhecia, mas após a visita ao museu passei a conhecer e vou compartilhar com vocês (mas que pretensão a deste rapaz!).

A Pedra de Roseta é um marco no estudo da história da civilização do Egito Antigo. Foi com ela que os historiadores conseguiram decifrar muitos dos hieróglifos do idioma egípcio. Ela possui um mesmo texto escrito em três idiomas: o superior está escrito em hieróglifos egípcios, o do meio em demótico e o terceiro em grego antigo. Com isso,comparando os textos e seus significados, pode-se entender o que certos hieróglifos egípcios até então indecifrados significavam. A Pedra, como seu nome sugere, foi encontrada na cidade de Roseta, em 1799, as margens do Nilo, por um soldado francês. Em 1801, tropas britânicas derrotaram as tropas francesas no Egito e, de quebra, levaram a famosa Pedra, que se encontra em poder dos britânicos até hoje.

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Já os Mármores de Elgin são um conjunto de peças que faziam parte da decoração do Partenon grego, templo da deusa Atena, construído no século V A.C. O Partenon é o mais conhecido dos templos gregos, tendo sido construído e ornado com o que havia de melhor na arquitetura da época. Em 1806, com autorização de um sultão grego, mais da metade das esculturas e peças decorativas do que restou deste templo foram levadas para a Inglaterra e desde então estão expostas no museu.

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Mas e então, o que vocês pensam a respeito disso? A quem pertence estas e muitas outras relíquias? A seus países de origem ou aos museus que pagaram por elas ou que até mesmo se apropriaram em períodos de guerra sem pagar nem um centavo?

Polêmicas a parte, acabei me interessando por duas seções menos comuns do museu, a dos relógios e das moedas. Cada peça sensacional que vale a pena a visita! Uma delas me chamou muito a atenção, um relógio em formato de barco, todo ornado nos seus mínimos detalhes com um ouro super reluzente.

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Falando em relógio, infelizmente era chegada a  hora de partir! Não só do museu, mas como de Londres. As duas semanas que passei na capital da Coroa Britânica não foram suficientes para fazer tudo aquilo que gostaria, o que não me deixa outra alternativa a não ser voltar, dentro em breve!

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[Continua, em Dublin!]

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