quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Inglaterra : Londres : Tiger Tiger e onde comer (ou seria “não comer”?)

Acelerando duas semanas pra frente, marcamos nossa despedida de Londres no Tiger Tiger, um restaurante/bar/club bem famoso na Inglaterra. A Ophelia me recomendou e uns outros conhecidos também. A ideia seria chegar cedo para jantar e depois ficar para a danceteria. Como foi tudo em cima da hora, reservei a mesa para as 22h pelo site e, como o e-mail que havia recebido solicitava, liguei para confirmar a reserva. Estava tudo certo.

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Chegamos pontualmente as 22h e, ao tentar entrar no estabelecimento, fui impedido por um segurança brutamonte que nem olhou pra minha cara. Eu disse:

-Desculpe-me, mas eu tenho uma reserva para jantar as 22h.

-Impossível, nós não fazemos reservas para este horário.

-Impossível digo eu, meu Senhor, eu fiz a reserva pelo site e ainda telefonei para confirmar. Você quer ver?

-Quero.

Muito a contra gosto, ele viu a reserva no meu celular e mandou a gente entrar. Pra variar nenhum garçom veio nos receber e já vi que aquilo havia começado mal. Bem próximo das mesas, já havia um grupo tocando música e a galera dançando. O barulho estava ensurdecedor. Fui até uma garçonete e falei, de novo:

-Desculpe-me, mas eu tenho uma reserva para jantar as 22h.

-Impossível, nós não fazemos reservas para este horário. A cozinha já está fechada, inclusive.

-Impossível digo eu, minha Senhora, eu fiz a reserva pelo site e ainda telefonei para confirmar. Você quer ver?

-Quero.

Muito a contra gosto, ela viu a reserva no meu celular e disse: ok, mas vocês só vão poder pedir pratos frios.

Como era meu último dia, respirei fundo e pensei comigo mesmo: tudo bem, tudo bem, vou dar uma chance a ela e a esse lugar. Com todo aquele barulho, fui obrigado a me aproximar do ouvido da moça para perguntar se teríamos que jantar com aquele som tão alto nos nossos ouvidos ou se teríamos um espaço mais reservado. E foi aí que o pior aconteceu: a garçonete olhou para a minha cara lentamente e, com cara de nojo, limpou sua bochecha com a mão, como se eu tivesse cuspido nela. E respondeu:

-Yes.

CA CE TE. Eu duvido muito que qualquer gotinha sequer de perdigoto tenha saído da minha boca, mas mesmo se tivesse acontecido, ela jamais poderia fazer isso da maneira que fez. Eu fui OBRIGADO a me aproximar dela para TENTAR fazer com que ela me ouvisse, não falei no ouvido dela porque quis. Depois dessa, virei as costas, agradeci e fui embora, roxo de raiva.

Hoje me arrependo, pois ela conseguiu o que queria: evitar que mais uma mesa chegasse para “atrapalhar” o horário de saída dela. Da próxima vez eu vou sorrir, pedir desculpas pela minha baba, dizer que a bochecha dela ainda tem várias gotinhas e me sentar, feliz da vida.

Saímos de lá e fomos então jantar em um restaurante italiano chamado Bella Italia. Nessas 2 semanas que passei em Londres, jantei lá umas 3 vezes. É uma cadeia, tem várias filiais pela cidade. Super recomendo! Excelente custo benefício e um atendimento muito acima da média. Em uma das vezes o HC pediu um prato cheio de pimenta e, já com metade da comida no estômago dele, pediu para trocar. A garçonete trocou sem nenhum problema. Tínhamos quase certeza que cobrariam pelo outro prato, mas, para nossa agradável surpresa, não cobraram nem um pound a mais.

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Depois ainda fomos para uma outra danceteria, mas isso é assunto para outro artigo.

Ah, já ia esquecendo: no dia seguinte abro meu e-mail e vejo a seguinte mensagem: Tiger Tiger – Como foi sua experiência?

Perdi quase meia hora escrevendo um super e-mail de reclamação, quem sabe eu não dei o pior azar do mundo de ser mal atendido? Dei a eles a chance de se redimirem. Vocês receberam alguma resposta? Não, nem eu.

[Continua]

Digo a Bordo!

"Ao retornar de uma viagem, não sei se o mundo diminuiu ou eu é que cresci."

Quer sugerir um destino? Tirar Dúvidas? Ou somente elogiar mesmo?
Escreva para rodrigofranco@digoabordo.com
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