segunda-feira, 13 de junho de 2011

Portugal : Lisboa : Uma escapadela lisboeta

Trabalhar em Angola tem seus contras, mas também tem seus prós! E um deles é poder aproveitar as viagens de ida e volta para fazer rápidas paradas em alguns lugares bem legais! Nos últimos posts eu contei sobre meu tour de 24h em Joanesburgo! Hoje vou contar um pouco sobre minha tarde em Lisboa, capital de Portugal!

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Na verdade, eu nem ia sair do aeroporto. Já conheço Lisboa e, depois de gastar tanto em Joanesburgo e no Brasil, ia sossegar meu facho em algum banco duro por lá. Mas eu cheguei no aeroporto tão stressado e cansado da noite mal não dormida no avião fazendo o trecho Rio x Lisboa que não queria ficar de 1 da tarde até 10 da noite lembrando daquela adorável criancinha gritando, pulando, chorando e berrando no banco da frente do meu assento. Na boa, por um momento eu cheguei a pensar: crianças deveriam ser transportadas no mesmo compartimento dos animais a bordo, dentro daquelas casinholas e sedadas. E o pior são os pais, que acham que aquela histeria infantil é normal. Será que é normal?

Bom, como tenho alma de turista, decidi então aproveitar essas horinhas respirando ares portugueses. Separei carteira, passaporte, dinheiro e… Cacete, não estou com minha máquina fotográfica! Tá, tudo bem, vai sem máquina mesmo. Celular hoje em dia serve pra isso!

Deixei a mala de mão no “hotel de bagagem” do aeroporto, troquei 100 dólares e peguei o ônibus que liga Portela (o aeroporto de Lisboa) ao centro  turístico de Lisboa.

Fazia 4 anos que eu não pisava em solos europeus. Tudo o que eu vivi por lá foi automaticamente resgatado das minhas gavetinhas de memória. Aproveitei para me deliciar com os quitutes portugueses, principalmente o pastel de nata. Ah, como é bom! E as azeitonas? Hum… Fiquei muito tentado a comer aquelas cerejas que vendem nas ruas, mas com esse surto de e.coli rondando a Europa decidi não arriscar.

Basicamente fiquei na famosa zona da Baixa, construída por ordem de Marques de Pombal na sequência do terremoto que assolou Portugal em 1755. A Rua Augusta, a principal rua da região, começa na praça D. Pedro IV (Rossio). É uma rua de uso exclusivo de pedestres e concentra muitas lojas, bares, restaurantes, casas de ofício e museus.

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Caminhei por ali me segurando para não entrar nas lojas. Calma Rodrigo, você só tem 60 Euros (o que me rendeu dos 100 dólares) e seu cartão de crédito está mais que estourado! Ao final da rua, e com apenas uma sacola na mão, chega-se ao Arco da Vitória (e que vitória! Só uma sacola!), que está de cara pro Rio Tejo. Lá eu me sentei por alguns instantes para descansar e, olhando de volta para a cidade, avistei o Castelo de São Jorge.

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Caramba, é aquele Castelo que eu não entrei quando eu vim aqui pela primeira vez. Cheguei na porta, tirei foto e fui embora, já que na altura eu tinha que escolher: ou pagar a entrada ou jantar. Ainda tenho tempo, acho que vou lá!

E assim fui, caminhando pelas ruas íngrimes que dão acesso ao monumento. Cruzei com o bonde de Lisboa, que funciona desde 1873 e percorre os 25km de trilhos, e novamente vi minhas lembranças passarem, embarcadas nele.

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Continuei a subida e cruzei com uma rua de nome “curioso” e me perguntei: quem será que os portugueses queriam homenagear? Será que os meus conterrâneos funkeiros cariocas?  E como dizem as más línguas por aí que português é burro, até que poderia ser! Acho que falei demais.

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Tentando me safar: mas dessa história de burrice eu discordo, pois se fossem burros não nos teriam roubado tanto e por tanto tempo. Acho que piorei, né?

Ô pá, desculpem-me lá, amigos da terrinha, mas isso lá é bem verdade! Melhor voltar ao que interessa.

O Castelo de São Jorge, que já foi residência da Corte Portuguesa, ergue-se na mais alta colina do centro histórico. Foi palco de disputa entre os mouros e os portugueses em séculos passados e, hoje, é palco da disputa entre os visitantes para se ter acesso a uma das mais belas vistas de Lisboa. Depois de quase uma hora percorrendo as antigas muralhas, torres e fossos da cidadela, uma leve chuva começou a cair, anunciando o fim da minha tarde na capital portuguesa.

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Fiz um rápido “almo-janta” aos pés do Castelo e voltei revigorado (e ainda com 10 Euros na carteira!) para o aeroporto, sabendo que eu provavelmente teria que aguentar mais uma noite de crianças gritando, pulando, chorando e berrando no banco da frente do meu assento. E não deu outra. Mas, faz parte!

Como grande parte dos voos mais baratos para a Europa passam por Lisboa, acho que pode ser interessante compartilhar com vocês essas informações. Vou colocar aqui alguns valores de referência:

Diária de uma mala de 10kg no “Hotel de Bagagem” – 2,97 Euros

Ticket ida e volta do aeroporto para o centro histórico (Aerobus) – 3,5 Euros

1 Água e 1 Pastel de Nata – 1,9 Euros

Almoço Simples com refrigerante – 13 Euros

Internet (15 minutos) – 0,75 Euros

A ideia principal deste post é tentar fazer com que as pessoas que também tenham essas “poucas horinhas” em Lisboa façam delas “boas horinhas”. É óbvio que você não vai conhecer quase nada, mas é bom, pois ficará com gostinho de “quero mais”. Eu quero!

Um comentário:

  1. Oi será que voce nao estará inventando todas essas viajens...cara?!

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