sábado, 12 de março de 2011

Angola : Luanda : Um cone em minha vida!

Depois de um carnaval um tanto quanto frustrante (falarei dele brevemente, quando eu estiver curado de minha depressão!), resolvi dar uma “agitada” na noite de sexta-feira!

A Missão: Chill Out, uma das boites que mais bombam aqui em Angola!

Quando: Sexta-feira à noite!

Quem: Eu, Angélica e Nayara!

Marcamos na casa da Angélica e de lá partimos! Saímos do condomínio e, ao invés de virar a direita, virei a esquerda! No fundo no fundo eu ia chegar no mesmo lugar, mas como estou na minha fase de sorte…

-Encosta!

Putz! Meia-noite, e um bando de fdps policiais no meio de uma curva esperando o próximo otário para levantar uma graninha! E o otário da vez seria eu! É, “seria” do verbo PODERIA ser, mas não foi! Cansei de ter que molhar a mão dos policiais para ser liberado. Não adianta, você pode estar com os documentos totalmente regularizados,  mas eles vão inventar alguma coisa para te extorquir. Detalhe: não eram policiais de trânsito! Eram uns policiais parecidos com os do BOPE no Rio. Farda preta e metralhadora na mão! Enquanto conversávamos com eles, tentávamos esconder com a perna as cervejas que estávamos tomando. É óbvio que eles não achariam que 3 jovens à meia noite estariam voltando da igreja, mas era melhor fazer a linha “somos jovens politicamente corretos e não consumimos bebida alcóolica enquanto dirigimos”.

Depois de uns 10 minutos de bla-bla-bla, eles acabaram liberando a gente! Sem Gasosa! Ufa.

É, tava na cara que era melhor voltarmos pra casa e desistir da noitada. Só burros não enxergariam um sinal desses. Mas dessa vez preferimos fazer a linha “Kátia Cega” e seguir em frente!

Chegamos na boite e até então nada de diferente: gente feia, cerveja meio-gelada e um calor infernal. Ontem eu resolvi fazer uma degustação de bebidas: cerveja, vodka preta e… TEQUILA. Putz, maldita foi a hora em que a Nayara inventou essa. Pedimos 3 doses e…

Arriba, abajo, al centro, a dentro!

Mal a cachaça (porque aquilo não era tequila nem aqui, muito menos no México!) desceu pela garganta, a ânsia de vômito subiu. Eu estava perto do banheiro, foi o tempo de eu correr e colocar tudo o que eu tinha bebido pra fora. Juro que não vomitei de bebedeira. Não tinha bebido pra isso. Mas realmente aquele álcool de pior qualidade me fez mal. Fiquei totalmente sóbrio. Droga.

184671_1923967983782_1379601731_32164219_4343806_nNay, eu e Angel!

Música vai, música vem, começa uma sessão de “axé”. Abriu um clarão na pista e nós 3, como se tivéssemos em cima do trio da Ivete em Salvador, começamos a pular que nem uns malucos. E novamente "Rebolation” virou hino nacional!

Decidimos ir embora. Já tínhamos nos divertido bastante.

Eu e Angélica fomos no meu carro e a Nayara no carro de um amigo dela que estava sozinho por lá. E ai que começa a melhor (ou pior!) parte da noite!

Luanda é um eterno canteiro de obras e o que mais se vê pelas ruas são cones. Eu e Angélica, quase que em uníssono, gritamos:

-Vamos roubar um cone?

Mal terminei a frase, abaixei o vidro do meu carro, dei uma olhada ao redor para ver se não tinham policiais a minha espreita e agarrei um cone! Eu e Angélica riamos de doer a mandíbula.

Ah, po. Quem nunca roubou um cone? Mal sabíamos que esse cone salvaria a minha vida!

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Enfim, deixei a Angélica em casa e fui em direção à minha, com o cone no banco do carona!

No meio do caminho, bem numa curva, meu carro simplesmente MORRE. Sim, sem nenhum motivo aparente. Não foi gasolina, não foi super aquecimento e a princípio não tinha porque ser bateria, já que o carro estava normal até então.

Tentei fazer o carro pegar no tranco, já que eu estava numa ladeirinha. Nada.

Eu simplesmente estava numa das poucas vias pavimentadas decentemente aqui em Luanda. E o que isso tem a ver com a história? Simples, lá os carros andam a toda velocidade!!! Os carros passavam tirando fino do meu! E então, tive a brilhante ideia: vou colocar o cone na rua para sinalizar meu carro parado. Pronto!

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Esperei uns minutinhos para ver se o carro pegava. Nada.

Por sorte a Nayara e o amigo dela estavam por perto e foram me socorrer. Eu já estava me preparando para ir andando pra casa, no meio daquela escuridão toda e com o c* na mão! Fiquei lá sozinho uns 10 minutos no máximo, mas pareceu uma eternidade. Cada cara estranho que passava eu rezava pra todos os Santos!

Mas enfim meu socorro chegou, conseguimos empurrar o carro para “estacionar” e depois consegui finalmente chegar em casa!

Mas o pior ainda estaria por vir: o dia seguinte!

Será que digoabordo andaria de candonga pela primeira vez em um ano de Angola?

Não perca!

[Continua]

2 comentários:

  1. Cara, muito massa seu blog, histórias engraçadas e legais com toda certeza. Eu estou indo trabalhar em Luanda no fim deste mês, a princípio passarei 90 dias, pois não tenho visto de trabalho. Como ja vive em Luanda há um certo tempo, o que você puder me informar sobre a cidade, fico grato.. Valeu e alto astral!

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  2. Munir, no meu blog mesmo tem muita informação de como é viver aqui. Mas resumindo em poucas palavras: é ruim, mas é bom! hahaha!
    Se quiser mais informações me manda um e-mail:
    rodrigofranco@digoabordo.com!
    Abraços!

    ResponderExcluir

Digo a Bordo!

"Ao retornar de uma viagem, não sei se o mundo diminuiu ou eu é que cresci."

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