domingo, 20 de fevereiro de 2011

Chile : Os preparativos!

PRIMEIRA DICA: Nunca viaje com um tênis novo! Por mais que você tenha experimentado e até tenha ficado aparentemente bom, a tendência é ele te incomodar… e MUITO!

E por mais esperto e experiente que eu possa parecer, dei esse mole. Eu tinha programado altas aventuras e precisava de um tênis mais apropriado para caminhadas e “escaladas”, até criei um “fórum” no facebook pedindo indicações de marcas e acabei comprando um Timberland. Como eu não ia ter tempo de comprar no Brasil, comprei pela Internet. Quando cheguei no Rio, experimentei e ficou bom! Dai nem me preocupei, meti ele na mala e “vambora”!

O destino da vez seria o Chile. Confesso que numa escala de países que quero conhecer, ele não estaria no TOP5, mas como chego no Brasil e meu passaporte já vai para o Consulado Angolano para renovar o visto, acabo ficando um pouco limitado a viajar para os países da América do Sul, onde não precisamos de passaporte! Mas também não estou desmerecendo o destino escolhido não. Acho que ele estaria na lista dos TOP10! Ainda mais depois que fui pra Mendoza, na Argentina, e em um dos passeios pela Cordilheira dos Andes, a guia falou um pouco do Chile e comentou sobre os efeitos do aquecimento global e desaparecimento de alguns paraísos na Terra. Segundo ela, o Chile brevemente pode simplesmente sumir do mapa! Vocês lembram do mapa do Chile né? Uma “tripinha” com uma média de 175km de largura e 4.300 km de comprimento! A medida que os oceanos “invadem” a terra, o Chile vai desaparecendo!

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Mas enfim, voltando ao que interessa: eu tinha 10 dias para viajar pelo Chile e fui atrás de informações para definir o roteiro! Só tinha uma exigência: passar a virada do ano de 2010/2011 em Viña del Mar e Valparaíso, duas cidades balneárias coladinhas que ficam a cerca de 1 hora e meia de Santiago! Tinha ouvido dizer que “depois de Copacabana, é o melhor reveillón sulamericano!” Queria comprovar!

O ponto inicial da viagem seria Santiago do Chile, que fica no centro do país. Capital é capital, quase uma obrigação conhecer. Agora a dúvida: depois do reveillón, qual seria o destino?

A) Deserto do Atacama, no norte do país, o deserto mais árido do mundo.

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B) Pucón, no sul do país, uma região de lagos e florestas, baseado no turismo ecológico e de aventura.

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C) Ilha de Páscoa, uma ilha no meio do Oceano Pacífico, quase chegando no Tahiti, com seus misteriosos moais e paisagem exuberante.

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Pelas três opções, percebe-se que o Chile tem de tudo um pouco né? Deserto, floresta, lagos, neve, praia…

A minha vontade mesmo era conhecer a Ilha de Páscoa, mas a passagem de Santiago pra lá é tão cara que desanimei. Descobri que é mais fácil pagar uma passagem pro Tahiti, na Polinésia Francesa, que obviamente está no meu TOP5, e fazer uma parada por lá, já que a ilha é escala quase obrigatória. Só para vocês terem noção, a Ilha de Páscoa fica a 3.700 km da costa do Chile e nem aparece no mapa ai em cima!

Fiquei na dúvida entre a A e a B e como tinha voltado de Bariloche recentemente e a paisagem é de alguma maneira “parecida”, optei pela A.

A) Deserto do Atacama, no norte do país, o deserto mais árido do mundo.

B) Pucón, no sul do país, uma região de lagos e florestas, baseado no turismo ecológico e de aventura.

C) Ilha de Páscoa, uma ilha no meio do nada, quase chegando no Taiti, com seus misteriosos moais e paisagem exuberante.

Já estava ansioso para chegar no deserto e experimentar altitudes pra lá de 5.000 m, trekking em vulcão ativo, banhos em águas que chegam a 50ºC, sandboard em dunas escaldantes, frio de –20º em plena madrugada… E vinho, muito vinho.

Primeira parada: Santiago do Chile.

[Continua]

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Angola : Luanda : Barra do Kwanza, o retorno!

Depois de quase 1 ano, voltei a Barra do Kwanza. A primeira vez que estive lá, fui em clima “alta renda”. Dessa vez? Dessa vez foi no melhor estilo “farofa!

Na verdade já tínhamos até desistido de ir quando a galera do trabalho do HC, que já estava a caminho, nos ligou e acabou nos convencendo a ir. Eu, HC e Kei então colocamos também o pé na estrada!

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Como eu já disse antes, a Barra do Kwanza fica a 70km de Luanda e lá você pode ver o encontro do Rio Kwanza e o Oceano Atlântico. Quase uma pororoca angolana!

Chegamos lá depois de umas 2 horas e o povo já tinha atravessado o rio até a praia!  Esperamos uma meia hora um dos 4 caras que estavam no cais mangue ir atrás de uma tal “mangueira”. Nesse meio tempo, pensamos umas 3 vezes em desistir, mas é como diz o outro: tá no inferno, abraça o capeta! A tal mangueira servia para injetar a gasolina no motor, só isso. Negociamos o preço da “corrida”, quase desistimos de novo, mas fomos! Detalhe: alguém viu um colete salva-vidas? Nem eu.

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Não sei porque, mas os 4 angolanos resolveram entrar na canoa. Cara, simplesmente nenhum deles não sabia nem ligar o motor! Eles começaram a discutir entre si enquanto puxavam a cordinha. O motor pegava, mas ficava fazendo aquele barulho de fusca velho e logo morria. A canoa já estava se afastando da margem do rio por conta da correnteza e a gente ali dentro, sem saber o que fazer. Até que finalmente o motor pegou no tranco e foi!

Ai fomos rindo, achando aquilo super engraçado, tirando foto e fazendo vídeos! O percurso não é demorado, em menos de 5 minutos você chega na praia!

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Avistamos de dentro da canoa a galera já fazendo aquela baderna. Então seria a hora dos “marinheiros” desligarem o motor e “atracar”, né? Mas pra quê desligar o motor? Pra ter que ligar de novo? Então foi nessa hora que simplesmente batemos no banco de areia a toda velocidade! Conclusão: eu caí de um lado, Kei caiu no meio e HC caiu no outro! Uma chegada triunfal!

Chegamos com tudo preparado. Uma farofada profissional: churrasco, pagodão e cerveja gelada! Ainda tinha a figuraaaaaaça do motorista da galera que se chama Seu Girica, mas poderia facilmente ser chamado de Vera Verão. Ele foi o que mais curtiu, brother!

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Ah, já ia esquecendo do melhor: a água da praia lá é quentinha. O xixi rola solto e você não precisa se preocupar de alguém perceber!

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O dia foi passando, o sol resolveu arrumar as coisas para ir embora e a gente então começou a ligar pro celular dos caras da canoa. Adivinha? Desligado! Começamos a pensar como seria passar a noite ali naquele lugar. Dai a Aline, uma amiga nossa, manda essa: – Gente, a minha última opção é dormir aqui.  E então eu perguntei: – Mas e teríamos outra opção além dessa?

Mas foi só um suspense momentâneo. Na hora marcada, mesmo com o celular desligado, a canoa apareceu. Começamos a colocar as tralhas dentro do barco e prontos pra partir, chamaram o HC para dar aquele empurrãozinho inicial. Empurraram tão forte que o barco foi embora. HC, muito lerdo muito esperto, tentou saltar para voltar pra canoa. Obviamente ele não conseguiu e caiu foi no rio, de roupa e tudo. Cena hilária para fechar o dia!

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Digo a Bordo!

"Ao retornar de uma viagem, não sei se o mundo diminuiu ou eu é que cresci."

Quer sugerir um destino? Tirar Dúvidas? Ou somente elogiar mesmo?
Escreva para rodrigofranco@digoabordo.com
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