domingo, 17 de outubro de 2010

Marrocos : Marrakech!

“Esse papo já tá qualquer coisa
Você já tá pra lá de Marrakech…”

Acordamos bem cedo e pegamos um trem que nos levaria até Marrakech. Aqueles trens bem locais mesmo, que transportam basicamente a população marroquina. Viagem tranquila, de umas 3 horas.

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Marrakech também tem a sua medina e, na praça central da cidade, a Jemaa El-Fna é onde as coisas acontecem.

Uma sensação de cores, cheiros e sabores por todo o lado. Com seus encantadores de cobra, barraquinhas de suco de laranja e sua deliciosa tâmara, esta praça é o “agito” de Marrakech. Ouro, prata, couro, artesanato, roupa. Lá você encontra de tudo.

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Num dos restaurantes da praça, almoçamos o tão famoso e temperado Tajine. De tanto açafrão que é usado, tudo fica meio amarelado e com um aspecto meio “estranho”. Normalmente você não distingue o que está comendo: batata, cenoura, xuxu, frango?? Sem falar que normalmente a comida é cozida e servida em pratos de barro, também chamados de tajine, parecidos com aqueles que são deixados em esquinas com um frango e farofa dentro e vela em volta. Abaixo o preconceito religioso, mas me parece estranho comer ali. Eu confesso que não gostei muito.

Tajine em um prato comum (nesse eu dei sorte!)

A tarde fizemos um passeio de charrete pela cidade e podemos conhecer um pouco mais dos costumes marroquinos. A pobreza e o tráfico de drogas também fazem parte do cenário. Em várias ruelas por onde passávamos aparecia gente oferecendo haxixe pra gente. Dentro das charretes, as crianças nos viam como sultões e vinham sempre pedir dinheiro. Mal sabem eles que éramos somente estudantes que vendiam o almoço para pagar a janta na Europa e, que se bobear, nem para a Europa voltariam. Ih, é verdade, lembrei do meu “pequeno problema” (leia o primeiro capítulo).

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Mas de volta a praça, já a noite, vimos surgirem inúmeros “restaurantes a céu aberto”. Uma fumaçaiada danada, parecia até aquelas festas bregas de quinze anos da década de 90. Mas enfim, numa dessas barraquinhas eu me aventurei a provar o tal do Hassane, um caracol bem do melequento. A primeira sensação até é gostosa, mas depois fica um gosto meio estranho na boca. Mas valeu a experiência.

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De lá fomos a uma agência de turismo para fechar o pacote para conhecer o deserto do Saara. Ir ao Marrocos e não fazer nenhuma expedição ao deserto é como ir a Paris e não visitar a Torre Eiffel. Depois de muita negociação com o Shakira, dono da agência, fechamos o passeio de 2 dias ao Deserto pela bagatela de 45 euros por pessoa!

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Ah, já ia me esquecendo, no Marrocos você é obrigado a regatear preço. É quase uma afronta você não barganhar. É praticamente um jogo de mercadores. Um dos vendedores inclusive me ofereceu 12 camelos em troca da minha ex-namorada que viajava comigo. Hoje eu me arrependo, podia ter ficado rico! (Brincandeirinha…)

Depois voltamos para a praça, onde compramos nossos apetrechos para a peregrinação no Deserto: água e um kufu.

Kufu? É, pode ser chamado também de shemagh, keffiyeh, pashmina, desert scarf ou turban. Nada mais que um lenço para nos proteger do vento e da areia.

Fomos dormir cedo, pois no dia seguinte partiríamos rumo ao Deserto antes de amanhecer!

Capítulo I – Marrocos : Uma expedição por terras muçulmanas!

Capítulo II – Marrocos : Casablanca!

[Continua]

5 comentários:

  1. Ansiosa para os próximos capítulos! =)

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  2. "Jemaa El-Fna" ... ooooooh...rs. Lembrei da geeeema...hahaha. Tinha barraquinha de suco de naranja?rs. Agora eu entendo o bj na ursa, p qm ja colocou um caracol na boca, o resto é resto...

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  3. Ah, esqueci... 3 horas dentro de um trem? Doideira!

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  4. Para quem passa 8 horas dentro do TAAG, que é uma kombi de asas, 3 horas num trem não é nada!

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  5. alguns comentários:
    - também comi o tal Tajine, mas por favor, não me faça lembrar, passei tão mal, passei mal todo o resto da viagem, cheguei no Porto com 3kg a menos!! no início a comida é maravolhosa, o tempero é diferente e tal, muito bom, mas depois de 10 dias CHEGA! eu estava louca por um Big Mac!!!
    - coragem você comer aqeuele caracol, eu passei olhei e quase coloquei o pouco que tinha no meu estômago pra fora...
    - barganha, eles já estavam me irritando depois de 10 dias... tudo que eu queria comprar tinha que negociar, caralho, eu ficava com preguiça de comprar as coisas, tem que ter uma paciência...
    - tenho o meu turbante até hoje, ele é rosa, é lindo...
    - quanto aos camelos, um dos marroquinos da loja em que fomos comprar esses apetrechos, chamou um colega meu no canto e fez a tal proposta. Ele me perguntou se eu queria ficar no Marrocos, se eu tinha gostado e eu, inocentemente, disse que sim (até então eu estava gostando, era o primeiro dia). O marroquino chegou no ouvido do meu amigo e ofereceu dinheiro, isso mesmo, e não eram Dirhans, e sim dólares. Agora não me lembro a quantia exata, mas sei que fiquei com muito medo de me sequestrarem e queria sair dali o mais rápido posssível!! hahahahahahaha foi demais...

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