domingo, 31 de outubro de 2010

Espanha : Costa da Morte!

Vocês me conhecem: eu me aventuro onde os anjos receiam pisar.

A próxima parada deste blog é a Costa da Morte, na Espanha.

Tem esse nome por que lá acontecem muitos naufrágios ao longo de sua costa perigosamente rochosa, somada as inúmeras tempestades que avassalam a região. Marinheiros desavisados rapidamente são destruídos.

A Costa da Morte é parte da costa da Galícia, que fica na região Noroeste da Espanha, banhada pelo Oceano Atlântico. Começa em La Coruña, onde morei e que ganhará post exclusivo futuramente, e termina em Fisterra.

MapaCostaDaMorte

Nossa ideia era fazer um bate e volta no mesmo dia. Para conhecer todas as praias da Costa da Morte seriam necessários uns 3 a 4 dias.

Começamos nosso trajeto em la Coruña e de lá, com uma minivan alugada, partimos rumo ao nosso primeiro ponto: Playa de Razo. Um point dos surfistas.

100_8043 DSC01980

Eu estava com uma saudade tão grande das praias cariocas que, mesmo com um frio da porra, me aventurei a dar um mergulho. Dos 8, fui o único corajoso!

No caminho para Malpica, nossa próxima parada, passamos por praias intocadas!

DSC01995 DSC01996 DSC02001  

Malpica é uma cidade bem pequena, mas bem aconchegante.

DSC02005 DSC02027

De Malpica partimos para Cabo Santo Hadrián e Islas Sisargas.

DSC02039DSC02033 

Ainda pudemos conhecer Laxe, com seus moinhos de energia eólica e sua areia repleta de algas.

DSC02078 DSC02083

Depois, fora do nosso roteiro original, avistamos uma praia maravilhosa e fomos lá para conhecer.

Playa Trece, uma das praias mais bonitas que já vi na minha vida, somente atrás de uma em Portugal, que brevemente aparecerá aqui.

DSC02104 DSC02135

O mais interessante de todos esses lugares é que a maioria ainda é totalmente preservado e inabitado. Pelo menos foi essa sensação que tive. Como fomos ainda na primavera européia, pode ser que a falta de seres humanos nas praias se justifique. Vai saber.

Nosso ponto final era Fisterra. Seu nome deriva da lenda romana que acreditava que ali, por ser o ponto mais oeste da Europa, era o fim do mundo, ou Finis-terrae. A região foi cristianizada pela Igreja Católica, e não é a toa que ali é ponto de encontro de milhares de peregrinos, pois é onde realmente termina o Caminho de Santiago (muita gente acha que o Caminho de Santiago termina na Catedral de Santiago, mas não!).

S5030007

A vista lá de cima é deslumbrante: mar, mar e mar. A vontade de descer aquele imenso paredão e chegar até a água beirava a loucura. Eu queria chegar realmente no ponto mais Oeste da Europa! E iria?

DSC02175CaboFisterra1 

Vista do Topo do Cabo de Fisterra & Vista Lateral do Cabo de Fisterra (Olha o Paredão!)

[Continua]

Digo a bordo : 8

8. É eterno. É pra sempre.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Marrocos : Melhores momentos em Vídeo!

Um detalhe importante sobre minha viagem ao Marrocos. Foi lá que aprendi a sorrir, literalmente!

Vídeo com os melhores momentos:



Capítulo I - Marrocos : Uma expedição por terras muçulmanas!
Capítulo II - Marrocos : Casablanca!
Capítulo III - Marrocos : Marrakech!
Capítulo IV - Marrocos : Deserto do Saara!
Capítulo V - Marrocos : Ainda no deserto do Saara!
Capítulo VI - Marrocos : A volta para a Espanha!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Marrocos : A Volta para a Espanha!

Saímos do hotel por volta das 4 da manhã. Já depois de uns 5 minutos de caminhada, uma das nossas amigas, a Helena, lembra que esqueceu no hotel uma bolsa com souvenirs.

P1040051 copy Eu, Liana, Helena e um pedaço da Carol

Ela decide voltar para buscar, sozinha. Enquanto isso continuamos andando, um pouco mais devagar.

Ela entra no hotel, pega a bolsa rapidamente e sai.

Vocês já devem ter ouvido por ai que é perigoso para as mulheres ocidentais andarem em certos países árabes sozinhas? Podem acreditar.

No que ela sai do hotel, um grupo de uns 3 a 4 homens, vindos de direções diferentes, começam a andar atrás dela, falando coisas que ela não entendeu. Eles tinham uma aparência estranha.

Ela repara e aperta o passo. Eles apertam também.

Desesperada, ela corre. Eles correm também.

Até que, por um instinto de sobrevivência, ela grita.

E eles desistem.

Moral da História: um grito histérico de uma mulher pode valer mais que uma 38 carregada.

Brincadeiras a parte, tomem cuidado. Ela enfim encontra com a gente e nos conta o que aconteceu. Todos, sem exceção, apertam o passo. Sou homem, mas não sou bobo.

De Marrakech, pegamos novamente o trem para Casablanca, de onde sairia o nosso vôo com destino a Madrid.

A partir de agora, todos os momentos inesquecíveis que vivi no Marrocos foram apagados da minha mente. O medo de ser deportado para o Brasil me fazia esquecer qualquer outra coisa. A voz da mulher da extranjería espanhola ressoava nos meus ouvidos:

La extranjería de La Coruña les informa que el permiso de regreso fuera negado. Les aconsejamos que no se van a Marruecos, con posibilidad de deportación.

Caraca, parece que naquele momento a ficha tinha caído. Será que valeria a pena trocar meus estudos na Espanha por uma viagem ao Marrocos? Agora já era tarde.

Pegamos nosso vôo e, exaustos dos 5 dias de aventura, apagamos.

DSC02747 DSC02748

Acordei, já quase pousando em Madrid, assustado. Chegou a hora!

Mal descemos do avião, viramos à esquerda e demos de cara com a tão temida Imigração. Porra, não deu tempo nem de armar nenhum plano super elaborado ou ensaiar um discurso. Como éramos um grupo grande de brasileiros e a maioria deles tinha direito a múltiplas entradas, combinamos que os que não tínham, incluindo EU, ficariam atrás da fila. Nossa simples tática era então fazer com que os funcionários vissem primeiro o passaporte dos nossos amigos e, quando vissem os nossos, não se atentassem para o detalhe dos números de entrada no país. Eu, como sou um bom cavalheiro, fiquei por último. (Cavalheirismo porra nenhuma, se desse merda preferia que não começasse comigo!)

Todos a minha frente passaram sem nenhum problema, os caras da imigração mal olharam os passaportes. Quando fui chamado, já caminhei com ar de vitorioso. Mas comigo foi diferente, pra variar.

(Sobe a música de suspense no fundo)

-Senhor, o que pretende fazer na Espanha?

-Eu sou estudante na Espanha, já moro aqui há 3 meses.

-Mas o senhor é marroquinho? Muçulmano, não é?

-Não! Sou Brasileiro, não viu meu passaporte?

Neste momento o cara ficou olhando para a foto do passaporte e para mim.

Passaporte. Eu.

Passaporte. Eu.

Ele não estava certo do que eu havia acabado de falar, e tinha uma cara de quem não estava pra brincadeira. Ficou mais de 10 minutos digitando e consultando a tela do computador dele. Acho que estava tentando ter a certeza que aquele passaporte não era falso e que eu realmente era brasileiro. Mais uma vez fui confundido com um árabe. Eu não sabia o que fazer, suava mais que um porco (porco sua?).

-Pode passar!

Ufa, nunca um som de um carimbo me fez tão feliz na minha vida.

Madrid – Entrada – 21 de Maio de 2007

Meus amigos já estavam desesperados do outro lado do saguão, achando que eu tinha sido “pego” e já estava sendo levado para o voo com destino ao Brasil. Até que eu apareço…

(Desce a música de suspense e sobe “We are the Champions”, que é usada em toda festa de formatura. Eu disse toda).

Fui recebido com honras, glórias e fogos de artifício pelos meus amigos.

Ei, pera aí. Você acha que a aventura acabou aqui? Nada disso.

(Sobe a música de suspense, de novo!)

Por questões ecônômicas, nosso vôo para La Coruña só saia no dia seguinte. E para nossa grata surpresa descobrimos que estávamos COMPLETAMENTE SEM DINHEIRO. Nessa de acharmos que estávamos ricos no Marrocos, torramos a porra toda sem perceber. Só sei que no final das contas, não tínhamos dinheiro nem para sair do aeroporto. Troquei 15 reais que eu achei perdidos na minha mochila por menos de 5 euros, o que me garantiu um sanduíche de queijo e presunto e meia coca-cola. Foi a minha única refeição do dia. E pelo aeroporto ficamos.

A noite chegou, fizemos nossas “camas” e dormimos por lá mesmo, para no dia seguinte bem cedinho voltarmos para nossa cidade.

DSC02751

E no final, salvaram-se todos. E o que ficou? Uma experiência que levarei comigo para sempre.

(Sobem os créditos)

domingo, 24 de outubro de 2010

Marrocos : Ainda no Deserto do Saara!

Ter a sensação de acordar em plenas areias do Deserto do Saara é realmente inesquecível.

P1020922 copy P1020925 copy

E sem nenhuma picada nem de cobra nem de escorpião é melhor ainda! Para os que acharam que eu exagerei, dá uma olhada na foto que fizemos do lado de fora da nossa tenda:

P1020918 copy

O deserto de dia é ainda mais bonito do que o deserto de noite, mesmo com todo aquele céu estrelado. Ver ali, na sua frente, aquelas dunas todas marcadas pelo vento é sensacional.

dunas morocco_property_buying

Tomamos café da manhã (dessa vez sem Tajine!!) e depois tivemos uns minutos para aproveitar aquele lugar. Não foi muito tempo, mas pudemos eternizar este momento em algumas muitas fotografias e “roubar” um pouquinho daquela areia.

 DSC02576 copy DSC02601 copy

Depois montamos novamente em nossos camelos e zarpamos de volta a Zagora, para de lá pegarmos a van que nos levaria a Marrakech.

Não sei se minhas pernas ainda estavam meio adormecidas da noite anterior, mas a volta em cima do camelo não foi tão traumática e dolorosa quanto a vinda. A paisagem ajudou bastante também a anestesiar o incômodo.

 DSC02670 copyDSC02639 copy DSC02679 copy

Praticamente as duas horas de “viagem” foram embaladas por aquela marchinha de carnaval:

“Allah-la-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô
Atravessamos o deserto do Saara
O Sol estava quente e queimou a nossa cara
Allah-la-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô ô...”

Cantar essa música realmente atravessando o deserto do Saara fazia todo sentido. Mas confesso que exageramos! Mal acabávamos de cantar, alguma outra pessoa já recomeçava! Tentei lembrar de alguma outra música que falasse do Deserto, mas não lembrei. Entrei no clima e puxei de novo:

“Allah-la-ô, ô ô ô ô ô ô
Mas que calor, ô ô ô ô ô …”

Ao chegar em Zagora, fomos a uma loja de tapetes (onde obviamente o motorista ganharia uma boa comissão). O vendedor tinha maior cara de 171, mas até que nos recebeu bem. Mando nos servir chá, pra variar um pouquinho.

  P1040046 copy

No caminho de volta, já dentro da van, pudemos conhecer um estúdio de cinema onde foram rodados alguns filmes hollywoodianos. O estúdio fica em Ourzazate e se chama Atlas Film Studios. Lá foram gravadas cenas de A Múmia, O Gladiador, Cleópatra…dentre inúmeros outros! Parece um pouco abandonado, mas vale o passeio!

DSC02713 copyDSC02719 copyDSC02706 copy  

As 10 horas de volta na van foram bem cansativas, pois a ansiedade de chegar no deserto havia acabado e as curvas das montanhas do Altas estavam me enjoando. Eu não via a hora de chegarmos de volta a Marrakech. Mas não só por isso…

Vocês repararam que em nenhum momento eu citei a palavra banho? Faz o seguinte: dá um “localizar (Ctrl + F)” nesta palavra e repare que ela só aparece agora. É isso mesmo, estávamos já a quase 36 horas sem banho. Não porque queríamos, óbvio. Mas no deserto não tem essa “infra-estrutura”. Mal tínhamos água para lavar as mãos e ir ao banheiro. Faz parte né? Vai dizer que você por muito menos nunca ficou 36 horas sem banho? Pára!

Já a noite, finalmente de volta a Marrakech, descobrimos que a Lívia, uma das nossas companheiras de viagem, esqueceu a carteira dela na van. Na mesma hora ligamos pro Shakira, o tal dono da agência e ele fez de tudo para encontrar o motorista. Achávamos que seria quase impossível que “aquele motorista que era um traficante de drogas” fosse ter a bondade de devolver a carteira. E teve. Será mesmo que naquele envelope tinha droga? Deixa pra lá, melhor tomar um bom banho e ainda aproveitar o finalzinho do dia por lá.

P1040065 copy Nós, a carteira e o Shakira (do lado da Lívia)!

Nosso vôo de volta sairia de Casablanca no dia seguinte. Pensar nesse vôo Marrocos x Espanha me fazia suar frio. [Quem não sabe porque, leia o primeiro capítulo!]

[Continua]

Capítulo I – Marrocos : Uma expedição por terras muçulmanas!

Capítulo II – Marrocos : Casablanca!

Capítulo III – Marrocos : Marrakech!

Capítulo IV – Marrocos : Deserto do Saara!

 

 

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Marrocos : Deserto do Saara!

Partimos ainda de madrugada em direção ao Deserto do Saara. A viagem é feita em uma van e o caminho é longo. Por ser uma viagem bem cansativa, o motorista volta e meia parava. Algumas vezes parávamos em lugares “turísticos”.

 

Mas em outras…

Depois de algumas paradas comecei a desconfiar que estávamos servindo de “laranjas” para algo ilícito. A cada parada, o motorista fazia umas ligações, tirava um envelope do porta-luvas e entregava a algum cidadão um tanto quanto estranho. Eu tinha certeza que era droga. Comecei a investigar as ligações do cara, tentando entender o que ele falava. Mas era árabe né? Aí complicou. Éramos um bom disfarce para ele: um grupo de turistas a caminho do Deserto. Se a polícia nos parasse, ele ainda podia colocar a culpa em mim. Isso mesmo: eu estava no carona e ele podia dizer que a droga era minha. Fudeu. Pedi a todos os santos que ninguém nos parasse.

   DSC02444 copy

Mesmo com medo da situação, tentei aproveitar o passeio. Para chegar ao deserto tínhamos que cruzar a Cordilheira do Atlas Marroquino. As paisagens eram fascinantes, bem diferente de tudo que vi na vida.

DSC02450 copy 

No caminho paramos em alguns povoados e já de cara pudemos ser apresentados ao Povo Berbere.

Os berberes eram povos nômades do Deserto do Saara. Este povo enfrentava as tempestades de areia e a falta de água, para atravessar com suas caravanas este território, fazendo comércio. Ainda hoje existem povoados berberes.

Depois de quase 10 horas na Van chegamos a Zagora, a última cidade antes do Deserto. Lá pegaríamos nossos camelos e nos meteríamos deserto a dentro. Quando fechamos a negociação do passeio, fomos avisados que andaríamos de 1 a 2 horas de camelo. Achamos muito pouco, queríamos andar um dia inteiro!

   

Subir no camelo era um momento bastante esperado por todos nós. Quando minha ex-namorada vai subir no camelo, cheia de medo, ele resolve levantar antes que ela se acomode. Daí ficou ela lá, pendurada no camelo, quase caindo, e eu filmando e rindo. Muito.

AH, lembra que ofereceram 12 camelos por ela? Então, um camelo pode valer cerca de 2.000 euros, o que me renderia cerca de 24.000 euros, mais de 50.000 Reais.

Utilidade Pública: saiba quantos camelos pode valer sua namorada clicando AQUI. Caso você anime de ir para o Marrocos já vai sabendo quanto você vai perder. Ou quanto você vai ganhar, dependendo dos seus escrúpulos. Pq eu não vendi, meu Deus? Mas eu jamais faria isso.

Mal começamos a “caminhar” com os camelos fui sentindo meu saco ficar dormente e fiquei com a sensação que meu pinto ia gangrenar. Putz, 2 horas de camelo? Por mim aqueles 5 minutos bastaram! Pensei em descer e ir andando, mas, já anoitecendo, começamos a ouvir barulhos estranhos de animais (leia-se cobras!). Preferi perder o pinto.

Depois de 2 horas chegamos na tenda onde iríamos jantar e dormir. Descer do camelo foi uma das melhores sensações da minha vida. Fiquei andando com a perna meio arcada durante algum tempo, mas logo passou. Mas eu ainda não tinha me tocado que teria que voltar, e de camelo!

O menu foi Tajine, pra variar! E dessa vez naqueles pratos do post anterior. Aff!

P1020885 

Depois de comermos, os berberes se juntaram a todos nós e começaram a tocar e cantar pra gente! Uma música e um batuque que até hoje não sairam da minha cabeça. Foi um momento irado.

DSC02533 copy DSC02551 copyDSC02538 copy 

Depois disso fomos pra fora da tenda, já sem medo das cobras e escorpiões que poderiam aparecer. Afinal, uma picada de cobra justificaria aquele céu inexplicável. O que era aquilo? Estrelas pra todo lado! Contamos mais de 30 estrelas cadentes em pouco mais de 15 minutos!

P.s: Apontei pra várias estrelas e nunca nasceu nenhuma verruga no meu dedo!

Depois, bem cansados, fomos para as nossas tendas “tentar dormir”. No dia seguinte acordaríamos novamente de madrugada. Não queríamos perder o nascer do sol no deserto.

A tenda era aconchegante, mas com um pequeno detalhe: não haviam camas! Teríamos que dormir em colchonetes, bem perto da areia por onde passavam nossos amiguinhos cobras e escorpiões!

O êxtase do céu estrelado tinha passado e o medo voltado. Coloquei minha cabeça no travesseiro mas mal conseguia fechar o olho. Demorei muito para dormir.

[Continua]

Capítulo I – Marrocos : Uma expedição por terras muçulmanas!

Capítulo II – Marrocos : Casablanca!

Capítulo III – Marrocos : Marrakech!

Digo a Bordo!

"Ao retornar de uma viagem, não sei se o mundo diminuiu ou eu é que cresci."

Quer sugerir um destino? Tirar Dúvidas? Ou somente elogiar mesmo?
Escreva para rodrigofranco@digoabordo.com
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...