quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Argentina : Bariloche!

As aventuras de Buenos Aires eram só um ensaio para as que viriam em Bariloche.

Dia 5 de Setembro de 2010
Nosso vôo era pela Aerolineas Argentinas, saindo do Aeroparque (aeroporto que fica dentro da cidade de Buenos Aires). Para variar o vôo atrasou e chegamos em Bariloche mais tarde do que o previsto. Ainda bem que o carinha do transfer ficou esperando a gente. Chegamos no Hotel Premier (bem localizado, limpo e econômico) e o coordenador da agência com quem fechei os passeios estava lá para nos dar as coordenadas (Agência Finisterrae). Nossa primeira aventura seria naquele mesmo dia. Eram 7:30 PM e a van nos pegava as 8 PM. Mas nesse meio tempo tínhamos que ir até a loja de aluguel de roupa de neve para pegarmos as nossas, que já estavam pagas. Fomos correndo que nem uns loucos e quando entramos na loja tinha uma família baiana alugando também. Caraca, se eles são lentos para falar, imagine para escolher roupa de neve (desculpa aí se você é baiano, mas que é verdade é!). Finalmente conseguimos pegar as nossas e voamos pro hotel.

Cena por la noche en 4x4
Esse passeio é simplesmente IRADO! A parada é a seguinte: 4x4 / quadriciclo / Jantar, tudo isso no meio da montanha.
Fomos de 4x4 até o Cerro Catedral, a principal montanha de Bariloche. O motorista se embrenha pelo meio da mata cheia de neve, se enfiando em várias crateras e fazendo várias manobras radicais!

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Depois disso a gente sai do 4x4 e sobe em quadricíclos, guiados por NÓS, e se embrenha mais ainda no meio da neve! Eu, desavisado, me fudi. Por precaução aproveitamos as roupas de neve e colocamos a bota e a calça impermeável. Mas a parte de cima julgamos que não fosse necessário usar. Então fui com meu casaco da Lacoste que tinha acabado de comprar em Bariloche. Paguei a bagatela de 800 pesos (mais ou menos 400 reais). Ele simplesmente ficou todo ENLAMAÇADO. O idiota do HC toda hora atolava e na hora de tentar desatolar era aquele lamaçal de barro e neve tudo misturado. O nosso instrutor disse que como aquilo era areia, quando secasse era só bater com a mão que saía. Obviamente eu não acreditei, mas depois liguei o foda-se e relaxei. É como a OMO diz: se sujar faz bem!

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O que seria a parte mais interessante se tornou o pedra no sapato de um dos nossos amigos. É notório que dos 4, só eu sabia dirigir bem. Mas o Zé, meu Deus... Até que ele teve a ombridade de assumir e dizer: “só quero dirigir um pouquinho, na reta!” Dito e feito, o cara conseguiu na reta (veja bem: NA RETA) praticamente capotar e cair ribanceira abaixo.

"Zé, você tá bem?”

Silêncio.
Depois de uns 10 minutos ele conseguiu falar: meu pulso tá doendo!

Zé, eu não vou perder o passeio por sua causa. Zé, se você quiser a gente aborta a missão e vai pro Hospital.”

Ele então disse que aguentava a dor. E fomos tentar terminar a noite no restaurante.

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Não demoramos muito e o Zé continuou reclamando das dores. De lá partimos pro Hospital. Segundo o plantonista, ele tinha fraturado uma das articulações da mão e era caso cirúrgico. Não confiamos no diagnóstico do cara e resolvemos que por aquela noite bastava.

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Depois de quase 3 horas e algumas centenas de pesos a menos na carteira do mau condutor, era hora de voltar pro hotel. Mortos.

Dia 06 de Setembro de 2010
Ski no Cerro Catedral
Acordamos e convencemos o Zé de nos acompanhar. Era o dia mais esperado da viagem, o dia de esquiar! Chegamos na base do Cerro Catedral (o mesmo que quis arruinar nossa viagem na noite anterior) e fomos para a loja pegar nosso equipamento de esqui. Nesse momento, o Zé, cheio de lágrimas nos olhos, decide ir embora. Parecia aquelas crianças quando você destrói o castelinho de areia delas. Não sei se ele estava com os olhos marejados de dor ou de tristeza.

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No pacote fechamos a aula de esqui em grupo por duas horas. Na primeira meia hora já estava doido para tirar aquele par de patins dos pés. Até que não achei muito difícil, mas é bem cansativo. É aquele negócio: descer é mole, quero ver subir. Depois de alguns tombinhos básicos, no final da aula eu estava quase uma Lu Patinadora.

Buenos 708

Depois da aula devolvemos o equipamento de esqui e subimos até o topo do Cerro Catedral para admirar a vista. Realmente a paisagem é impressionante.

Panoramica_desde_catedral
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Ainda aproveitamos uma parede de neve que se formou e logo transformamos aquilo em uma pista de skibunda. Logo juntou uma cabeçada (só de brasileiros!). Mas não demorou muito o guardinha veio e proibiu.
Mas e o Zé? Onde estaria ele naquele momento?
Voltamos pro hotel e encontramos Zé, com seu braço engessado. Ele resolveu ir a um outro hospital, desta vez especializado.
Tadinho. Tadinho é uma ova, quem mandou?
A noite fomos jantar num restaurante italiano chamado La Trattoria de la Famiglia Bianchi. Comemos bem a beça. Com direito a Ceasar’s Salad, fondue de queijo, prato de macarrão aos 4 queijos e vinho! Gastamos 50 reais por cabeça! (nesse momento eu faria uma piada com os dois cabeçudos do grupo, mas vou poupa-los dessa xacota).

Dia 07 de Setembro de 2010
Com a forte chuva da semana anterior, os rios da cidade tiveram seus volumes de água absurdamente elevados, o que fez com que o Governo proibisse passeios por lá. Tivemos então que cancelar o tão esperado Rafting no Río Manso, passeio de um dia inteiro com direito a almoço e tudo. Infelizmente tivemos que abortar o plano de afogar o Zé lá. Trocamos então por 2 passeios:

Canopy
Desta vez o passeio é no Cerro López. Chegamos a base da empresa que presta os serviços e lá o instrutor dás as instruções (óooooh), que não demoram mais que 5 minutos, coloca os aparatos de segurança e pronto. Você está apto a voar pelo bosque!

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Subimos em 4x4 até a primeira plataforma e fazemos a primeira descida. No total são 10 plataformas. Umas até emocionantes, outras mais para apreciar a bela vista.

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Em todas elas o Zé se cagava de medo. Mas pra quem estava com o braço engessado até que ele foi bem!

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Mas acho que o mais emocionante mesmo é no final, pra subir de volta para pegar a 4x4. Uma subidinha bem íngrime, com lama e sem equipamento de segurança! hehe!

Mais informações:http://www.canopybariloche.com/

Piedras Blancas - Skibunda

A tarde fizemos o passeio que a princípio pensei que fosse o mais bobo, mas no final das contas foi onde mais nos divertimos. Vamos de van até o alto do Cerro Otto, com seus 1405 metros de altitude, onde alugamos um “trineo” e temos direitos a 6 subidas para “skibundiar" pelas 4 pistas na neve.

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Foi divertido porque foi o único passeio onde podíamos competir entre si. E pra completar, lá no Canopy, conhecemos uma carioca gente finíssima que também estava com a gente. Em praticamente todas as descidas eu chegava em último. E em quase todas o HC ganhava. Cheguei a uma conclusão lógica: analisando a aerodinâmica do “trineo” e cruzando os dados com o traçado da pista, a velocidade média do ocupante do veículo é proporcional a sua massa, influenciada diretamente pela força da gravidade. Simplificando: os mais gordinhos atingem maiores velocidades.

FOTO CD-PISTA 1Y4-012 FOTO CD-PISTA 1Y4-087


Mais informações: http://www.piedrasblancasbariloche.com/

Dia 08 de Setembro de 2010
Nosso último dia em Bariloche. Para este dia tínhamos reservado um passeio calmo, sem adrenalina: Circuito Chico.
Nada mais é que um “city-tour” por alguns pontos de Bariloche. Vale a pena para conhecer.
Cerro Campanário – Montanha (mais uma) com uma vista impressionante para quase todos as ilhas, montanhas e lagos de Bariloche. Os lagos mais conhecidos são o Nahuel Huapi (que margeia o centro da cidade) e o Moreno.

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Fábrica Rosa Mosqueta – Uma fábrica artesanal de produtos à base de Rosa Mosqueta. Prometem curar de mau-hálito a câncer. Quase um bombril, 1001 utilidades.

Miradouro Lago Moreno – Mais uma bela vista do lago Moreno.

Capela São Eduardo – Uma capela bem rústica, feita de madeira, na década de 40. Projeto do pintor arquiteto Alejandro Bustillo.
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Hotel Llao Llao - Hotel mais famoso e CARO de Bariloche. Foi lá que aconteceu o encontro da Cúpula da Unasul, no ano passado, onde os presidentes da América do Sul brigaram ao vivo e a cores por conta de bases militares americanas na Colômbia.

Depois voltamos para a cidade, onde fomos ao Centro Cívico tirar algumas fotos e, de volta ao hotel, esperamos o tempo passar…

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Até a próxima, que já tem hora e local marcados: Reveillon no Chile, com direito a Santiago, Valparaíso, Viña del Mar, Deserto do Atacama e muitas aventuras!
Ah, lembra da carioca que conhecemos no Canopy? Ela também se juntou ao bonde que vai pro Chile! Uma amiga de um dia que vai ser a primeira a me desejar FELIZ ANO NOVO! Não é maneiro?

Um comentário:

  1. Tudo errado! Eu fui o melhor em tudo. E a viagem foi FODAAA

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