sexta-feira, 30 de julho de 2010

Angola : Luanda : Férias Forçadas!

Depois de ter que fugir pra padaria tomar café por conta da fiscalização, vou ter que fugir pro Brasil!!!!

É isso mesmo!!!!!

Por um problema no meu visto, sábado AGORA (31 de julho) estou chegando no meu tão maravilhoso Rio de Janeiro!!!!!!!!!

Portanto, preparem suas agendas pois quero EXCLUSIVIDADE!

Anotem ai os meus contatos:

(21) 9965-6655
(21) 7527-9293

Sem mais para o momento.

Fui!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Angola : Luanda : Vamos de mãos dadas!

Antes de falar sobre o assunto principal deste post, queria complementar o de ontem.

Estava eu contando do ocorrido para os motoristas aqui da empresa. E eu dizia: "peguei o macaco", "coloquei o macaco", "o macaco é ruim de encaixar no carro"...

Percebi que eles começaram a me olhar de cara feia, mas eu continuei.... "macaco", "macaco", "macaco"....

Até que um deles virou, me deixou falando sozinho e foi embora. Dai perguntei pro que ficou:

-Que eu fiz de errado dessa vez?

-Rodrigo, aqui em Angola a gente não usa esse termo "macaco". Você deve imaginar o pq!

Aff maria, será que essas coisas acontecem só comigo?


Pois bem, vamos voltar ao que interessa.

Aqui em Angola é super comum homens andarem de mãos dadas na rua. Na maioria das vezes não são nem parentes e sim amigos. Logo quando cheguei achei que fossem casais homossexuais, mas achei estranho pq já ouvi dizer que o homossexualismo aqui é coibido. Com o passar do tempo entendi que não eram casais gays e que a maldade estava nos meus olhos.





Por enquanto eu ainda não fui vítima desse carinho "estranho", mas amigos meus brasileiros já foram. O marido de uma amiga minha aqui do trabalho, logo na primeira semana aqui em Luanda, passou por uma situação dessas. Ele estava andando com um angolano pelas ruas aqui da cidade, até que eles foram atravessar a rua e o cara pegou na mão dele e não largou mais. Meu amigo diz que na hora ele travou e não sabia o que fazer. Aos poucos foi tirando a mão e quando conseguiu se sentiu ali"viado".

Por um lado é bacana ver que aqui de certa maneira os homens não são repelidos a expressarem seus sentimentos e conseguem agir com mais naturalidade com seus amigos. Mas por outro lado é bem estranho para nós que não estamos acostumados com isso. Alguns brasileiros estão aos poucos tentando aprender isso com os angolanos. E temos um casal de amigos que já conseguiu!



Mas tem coisa pior. E andando de moto então? Chega a ser cômico ver o cara agarradinho no piloto. Só falta empinar a bundinha. Ai é demais.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Angola: Luanda: Pneu Furado!

Hoje meu dia já não começou muito bem.


Estou eu, pronto para sair de casa, quando o Elliott me avisa:


-Rodrigo, o pneu do carro está furado.


Porra, mês passado meu pneu furou também! Em menos de 2 meses já é a segunda vez que o pneu fura.  Pq será?


a) os pneus que vem para Angola são de péssima qualidade.
b) as estradas e ruas de Angola são muito esburacadas e por isso os pneus furam com maior facilidade.
c) eu sou azarado mesmo e o mundo conspira contra mim e a favor do meu blog.
d) todas as alternativas anteriores.


Mas enfim, independente da resposta correta não teve outro jeito, coloquei um camiseta velha para não sujar a social e tivemos que meter a mão na massa!


Depois de uns 10 minutos o pneu já estava trocado e eu todo suado. A minha vontade era já de ficar em casa. Mas o dia mal estava começando e eu ainda iria enfrentar o trânsito de sempre para ir trabalhar.



sexta-feira, 23 de julho de 2010

Angola : Luanda : Ladrão de Tênis!

Há mais ou menos uns 15 dias descobri que meu tênis tinha sido roubado. Mês passado deixei o tênis para lavar com a empregada e depois, como nunca mais precisei do tênis, julguei que ele estivesse guardado no armário. Daí outro dia quando ia usar fui procurar e NADA. O tênis simplesmente tinha sumido.

Perguntei aos meus companheiros de casa e os dois disseram que não viram NADA nem NINGUÉM. Achei meio suspeito, mas enfim.

Achamos que no final das contas quem "roubou" o tênis foi a antiga empregada.
Fiquei muito chateado. Logo na semana que eu resolvi voltar a malhar. Sem o tênis a academia estava comprometida. Só trouxe ele pra cá.

Mas, até que quando eu menos esperava DESCUBRO O VERDADEIRO LADRÃO:
ELLIOTT LOPES, meu companheiro de casa.

E o pior: quem descobriu o roubo foi a sua própria esposa.
É, acho que vai ter gente querendo ter aulas com nosso grande goleiro BRUNO de como SUMIR COM TODAS AS PROVAS DE UM CRIME.



Quem diria, meu amigo... de comprador de diamantes a ladrão de tênis.
A coisa tá feia. A coisa tá PRETA pro seu lado!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Angola : Luanda : Os fugitivos!

Hoje pela manhã eu e um outro cara que trabalha aqui fomos obrigados a "passear" pela cidade. Um dos órgãos do Governo ia fazer uma visitinha aqui na empresa e não podia nos pegar trabalhando.

Como cá em Luanda temos inúuuuumeras opções de distração, resolvemos ir até a padaria tomar uma café.
E foi bem legal. Pude conversar com ele e saber um pouco mais da sua vida. Vou resumir a história dele aqui:

Nome:Roydel Mestre Coello
Idade: 31 anos
Cidade Natal: Holguin - Cuba
Cidadania: indefinida

O "Roy" está em Angola desde 2003.

Veio pela primeira vez para ficar 1 mês e acabou ficando 6 meses. Nesse meio tempo, resolveu casar com uma angolana para conseguir direito a cidadania daqui. É, casamento comprado mesmo!
Depois de 6 meses se emputeceu e resolveu voltar pra Cuba.

Lá ficou mais 4 meses, quando decidiu voltar pra Angola e cá está até hoje. "Casado" e "ilegal".
Mas o mais interessante dessa história é que em Cuba existe uma lei que diz:

"O cidadão cubano tem o direito de permanecer fora de seu país por no máximo 11 meses. Ultrapassando este período, o cidadão perde seus direitos e passa a ser considerado um imigrante".

Ou seja, hoje em dia o cara é ilegal em Angola e se quiser voltar pra Cuba só pode ficar 1 mês, como qualquer outro turista. Se ele ultrapassar esse 1 mês ele corre o risco de ser pego e ser extraditado de seu próprio país, sem poder nele entrar pelos próximos 5 anos.

Roydel: praticamente um Tom Hanks, sem cidadania.

Passados umas 2 horas recebemos o OK para voltar ao trabalho.

Ele voltou a ser o informático.
Eu voltei a ser o director de marketing.
Mas por alguns momentos fomos fugitivos.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Angola : Luanda : Lápis x Teclado

Depois da morte do José Saramago, eu só ouvia uma coisa:
"Com tanto Paulo Coelho pra morrer, foi morrer logo um José Saramago?"

Eu confesso que tenho uma birra com o Paulo Coelho. A "pessoa pública" dele me parece muito presunçosa. Mas a verdade é que o único livro que li dele (e primeiro de sua carreira), O Diário de um Mago, eu gostei bastante.
Então resolvi dar uma chance a ele (acho que também sou muito presunçoso) e ler mais um livro: Ser como o Rio que flui.

Um dos textos que tem nesse livro me agradou bastante para me fazer pensar sobre o assunto e o sucifiente para replicá-lo aqui:

A História do Lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco?
E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade.
Entretanto, mais importante do que as palavras,
é o lápis que estou usando.
Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas.
Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las,
será sempre uma pessoa em paz com o mundo.


"Primeira qualidade:
Você pode fazer grandes coisas,
mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos.
Esta mão nós chamamos de Deus,
e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".


"Segunda qualidade:
De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo,
e usar o apontador.
Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final,
ele está mais afiado.
Portanto, saiba suportar algumas dores,
porque elas o farão ser uma pessoa melhor."


"Terceira qualidade:
O lápis sempre permite que usemos uma borracha
para apagar aquilo que estava errado.
Entenda que corrigir uma coisa que fizemos
não é necessariamente algo mau, mas algo importante
para nos manter no caminho da justiça".


"Quarta qualidade:
O que realmente importa no lápis não é a madeira
ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro.
Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."


"Finalmente, a quinta qualidade do lápis:
ele sempre deixa uma marca.
Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida,
irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".





E hoje em dia? Podemos pensar na história do teclado? Há quanto tempo você não escreve uma carta à mão para um amigo ou família?



A História do Teclado

O pai olhava o filho digitando no computador. 
A certa altura, perguntou: 
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? 
E por acaso, é uma história sobre mim? 
O filho parou, franziu a testa e esbravejou com o pai: 
-Claro que não estou escrevendo sobre você. Estou conversando com amigos no MSN. 
Entretanto, mais importante que as palavras, é o teclado que estou usando. 
Gostaria que você fosse como ele, sempre.
O pai olhou para o teclado, intrigado, e não viu nada de especial.
 -Mas suas teclas são iguais a todas que vi em minha vida! 
-Tudo depende do modo como você olha as coisas. 
Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre um cara  maravilhoso.  


"Primeira qualidade: 
Você pode saber grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. 
Esta mão nós chamamos de Google e é só você digitar no seu navegador. 
Ele deve sempre conduzi-lo em direção à vontade Dele".  


"Segunda qualidade: 
De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, deixar o teclado de lado e usar a webcam. 
Isso faz com que você possa usar suas mãos para comer alguma coisa
e não precise se desconectar de seus amigos virtuais. 
Deixe o mundo girar lá fora, você não precisa dele”.  


"Terceira qualidade: 
O teclado sempre permite que usemos o backspace para apagar aquilo que digitou.
Portanto, não tenha medo de falar o que pensa, nem de ofender as pessoas. 
É simples: digite aquilo que realmente você queria falar, só não precisa dar ENTER”.  


"Quarta qualidade: 
O que realmente importa nas teclas não são seus conectores internos, 
mas a indicação das letras impressas nelas. 
Portanto, sempre cuide de sua aparência física, 
se precisar recorra à cirurgias plásticas e tratamento estéticos”.  


"Finalmente, a quinta qualidade do teclado: 
Ele sempre te permite usar o Ctrl + Z e desfazer uma ação. 
Da mesma maneira, não se preocupe se tiver atitudes desrespeitosas com alguém ou algo do tipo, 
você certamente conseguirá reverter a situação e continuará sendo seu amigo no Orkut”. 


É, depois dessas reflexões, esse blog corre sérios riscos.
Acho que preciso de umas tantas folhas de papel e um lápis.







quinta-feira, 15 de julho de 2010

Angola : Luanda : Ciclos

A vida é feita de ciclos.... e essa semana alguns ciclos terminaram para outros começarem:

CICLO DA VELA
Fazer aniversário faz com que um ciclo se feche e outro recomece. Ontem foi o dia do ciclo da juventude do João se fechar e o ciclo da velhice começar. Ele entrou na casa dos "enta" e dificilmente sairá! Mas de qualquer forma: Parabéns amigo! PARABÉNS por ter chegado a velhice com dignidade e sabedoria. 



CICLO DO ESPELHO
Esse não é um ciclo muito positivo. E ontem esse ciclo começou pro Elliott.
Na vinda pro trabalho, ele resolveu comprar um espelho para o quarto dele. Veio todo torto no carro para caber o bendito, que dentro de instantes viraria maldito. Sem falar que me atrapalhava a visão, né.
O Elliott virou motivo de chacota geral, até os zungueiros que passavam na rua riam da cara dele. Mas ele tinha esperança que o esforço dele seria recompensado e que a esposa dele iria ficar muito feliz com o presente.  




Mas, ao estacionarmos na garagem do trabalho, o pior aconteceu: o espelho se quebrou.
7 anos de azar, no mínimo.



CICLO DO TATU
Essa é a última semana do Albertto (meu segundo companheiro de casa) aqui na empresa. Ele agora vai começar um novo ciclo, em um novo ambiente de trabalho. Desejo-lhe toda a sorte do mundo!
Mas sinceramente acho que um ciclo ainda não se fechou: as cópias ocultas continuarão!



CICLO MENSTRUAL
Ontem recomeçou o ciclo menstrual de centenas de milhares de angolanas, brasileiras e cidadãs do mundo. 
Significa que por alguns dias alguns homens terão que se virar sozinhos, ou com ajuda alheia, ou dar uma de vampiro mesmo. 
Significa que muitas mulheres não usarão roupas claras. 
Significa que a OB e a SEMPRE LIVRE vão aumentar seu faturamento mensal.
E significa que muitas mulheres conseguiram passar por mais uma TPM sem enlouquecer os maridos. 


É a vida.








sábado, 10 de julho de 2010

Angola : Luanda : Martucha, Eclipse e Noivas em Fuga!

Ontem fui ao cinema com duas amigas minhas lá do trabalho. Foi bem divertido. Compramos os bilhetes para ver Eclipse e depois fomos lanchar na Praça de Alimentação.
Conversa vai, conversa vem, uma das minhas amigas vê passando umas sobrinhas delas e acena para as meninas! Dai a minha outra amiga olha e diz:
-Vem cá, aquela ali não é a Martucha?
-É ela mesmo!

Dai eu pergunto:
-Quem é Martucha??

Miniflashback gigante:

Martucha nasceu em uma família pobre, de pais negros. Nasceu mulata, motivo pelo qual o pai dela, Armindo, desconfiou da traição da mulher e abandonou a família. Como poderia uma menina nascer "meio branca" com pais totalmente negros? A gente sabe que isso é até possível, mas na cabeça de Armindo e da maioria das pessoas não.

Pior, toda a família desconfiava que a mãe de Martucha, Domingas, havia traído Armindo e também traído sua irmã, pois morava com ela e seu marido, que era mulato! Estaria explicado a cor "clara" de Martucha: Domingas pegou o cunhado!

Mas Domingas, mulher guerreira, continuou a criar sua filha sozinha e sempre jurou de pé junto que nunca havia traído o marido. Dizia que um dia a verdade viria a tona. E veio.

Quinze anos depois, no colégio, Martucha é surpreendida por uma colega de classe que é a sua cara. Cospida e escarrada.

Martucha então é convidada a ir a casa dos pais dessa menina, ricos, e descobrem afinal que Martucha fora trocada na maternidade. Ela tem uma irmã gêmea. E a filha biológica de Domingas, bem negrinha como deveria de ser, ocupa o lugar de Martucha na casa dessa outra família. E, por ser negra com pais mulatos, sempre foi colocada de lado pelos pais e pela sua irmã.

A família rica quis comprar Martucha, aliciando Domingas com ofertas tentadoras. Mas nem Domingas e muito menos Martucha cogitavam a ideia de mudar de família. Martucha então continuou com Domingas, que teve sua honra resgatada. Armindo, o pai que abandonou a família, tentou voltar pra casa. Já era tarde.

Martucha hoje em dia não tem contato com os pais biológicos. De vez em quando encontra com a negrinha, filha biológica de sua mãe, que continua sendo meio rejeitada pelos pais de criação.

O caso ganhou tanta repercussão aqui em Angola que Martucha virou quase que uma popstar.
Não poderia perder a oportunidade de registrar esse momento. PS. Estou magro, por isso só sai com cabeça e nariz na foto!



Começou o filme. Mas o bom mesmo no filme de ontem foi a platéia. Os angolanos deram um show a parte. A cada indecisão de Bella, aparição de Jacob sem camisa ou de Edward puritano eles mandavam várias piadas hilárias. Eu ri mais do que em filme de comédia. E na hora que os três estão dentro da barraca de camping? To achando que se Bella demorar muito a se decidir, Jacob e Edward vão sair do armário juntos. E os angolanos também compartilham desta mesma opinião.

Saí do cinema com dor no maxilar. 

Mas minha alegria duraria pouco. Somente um guichê de pagamento de estacionamento para uns 500 angolanos e 1 brasileiro.

Íamos ficar uma hora na fila, no mínimo. Até que tive a brilhante ideia de ir até o caixa. Tinham dois caras, um recebendo o dinheiro e o outro ajudando a ele.

Porra, eu falei pro cara: Não seria mais fácil você também receber, olha o tamanho da bicha (fila em angolês)!


 Ele deu um sorrisinho meio pensando "filho da puta, me colocou pra trabalhar" e estendeu a mão pra receber meu ticket. Ô Glória, de vez em quando eu me dou bem né.

Saio então pro estacionamento e me deparo adivinhem com o que?
Umas 5 noivas passeando!



Aqui em Angola quando as pessoas casam elas vão passear pela cidade para mostrar que casaram. E um dos points favoritos dela é aparecer no shopping: de véu, grinalda, buquet, daminhas e carro enfeitado. Descem do carro e ficam andando por ali. Aproveitam para tirar algumas fotos nos jardins e árvores do estacionamento. Chega a ser inacreditável. Não pude também deixar de registrar esse momento.



Até que foi uma sexta divertida né?

Fui!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Angola : Luanda : Festa de Rico X Festa de Pobre

No mês de Junho fui a dois aniversários aqui em Luanda.

O primeiro foi o do meu chefe: RICO.
O segundo foi o da Margareth: POBRE.

Vejamos as diferenças entre eles:

TRAJES
FESTA DE RICO
Trajes elegantes, com uma certa pompa.


















FESTA DE POBRE
Trajes casuais, que poderiam ser usados facilmente para ir a esquina comprar pão.
E outra: pobre adora escolher uma cor só e usar ela em todos as peças. Não é difícil o casal combinar isso e achar que estão abafando.



















COMIDAS 
FESTA DE RICO
Normalmente eles não comem. Quando comem é só um aperitivo. Quando ainda há janta (milagre!) ela é servida em pratinhos minúsculos. É chique comer pouco.








(Não tinha comida, por isso não tem foto!)


FESTA DE POBRE
Regada a churrasco, bastante arroz, maionese e farofa pra encher. Cada convidado acaba levando alguma coisinha: um empadão, um bolo salgado ou até mesmo batata rufles. Os pratos SEMPRE são descartáveis.



















SOBREMESA
FESTA DE RICO
Creme de queijo gruyere com cassis.

FESTA DE POBRE
Pudim de leite e manjar, SEMPRE.

(Não deu tempo de tirar foto. Os pobres atacaram!)

MÚSICA
FESTA DE RICO
Dificilmente tem música, pois atrapalha os convidados e não deixa nem as crianças nem os cachorrinhos das madames dormirem em paz. Ouvido de rico é muito sensível.
Quanto tem é música instrumental, só para dar um clima.

FESTA DE POBRE
Funk, axé e KUDURO, tocando no microsystem que foi tirado da sala e colocado na área.

FOTOGRAFIAS
FESTA DE RICO
Sempre posadas. De vez em quando um pobre que foi convidado ou foi de penetra faz o sinal de positivo característico dos pobres.


















FESTA DE POBRE
Sempre espontâneas.




































BEDIDAS E O BRINDE
FESTA DE RICO

Pra beber: Prosecco ou Whiskey.
Para brindar: Taças de cristal.

















FESTA DE POBRE

Pra beber: Cerveja e caipirinha. 
Para brindar: os copos são de plástico, mas os convidados especiais ganham copos de vidro, reutilizados de extrato de tomate, geléia de mocotó ou requeijão. O brinde é feito com cidra, SEMPRE.
































Mas sinceramente, prefiro FESTA DE POBRE.

Obs: 
Imagens meramente ilustrativas. 
Os modelos fotografados neste post autorizaram o uso de suas imagens. 
Qualquer semelhança com a realidade será mera coincidência.
Nenhum animal foi ferido durante a realização destas festas, exceto o boi que morreu para fazer o churrascão da FESTA DE POBRE e o cachorrinho da madame que levou um pisão do Elliott na FESTA DE RICO.



domingo, 4 de julho de 2010

Angola : Luanda : A odisseia de uma Perna Molenga!

Uma noite que começa comigo jogando 2 tempos inteiros de uma partida de futebol NA LINHA não poderia terminar bem.

E tudo começou com um "paulistinha" que levei que me deixou com a perna direita toda dolorida. Mas no calor da partida nem percebi e quando terminou o futebol vim pra casa, ainda quente, sem sentir dores.

Eu já tinha combinado que essa noite eu iria para uma discoteca chamada Mega Bingo. O cara que mora aqui comigo vai com a esposa dele quase todo sábado. E eu quase todo sábado digo: "Hoje eu vou!". A night aqui começa a bombar as 2 da manhã. Eles saem de casa meia noite e meia, mais ou menos. Porra, normalmente onze da noite eu já to morrendo de sono, caindo pelas tabelas. Ai chega na hora eu desisto.

Mas ontem seria diferente. Combinei com o pessoal lá do meu trabalho e uns outros amigos também aqui de Luanda de nos encontrarmos lá. Dai já deixei acertado com a Margareth, esposa do meu companheiro de casa, que sairíamos as 00:30, como de costume. Eram onze e pouquinho eu já estava quase pensando em desistir, pra variar.

"Não, dessa vez eu vou", pensava eu.

Onze e meia "em ponto" a Margareth me manda uma msg pelo msn dizendo: não vamos mais. Antes de eu conseguir perguntar o PQ começo a ouvir  a discussão entre eles. O quarto deles é colado no meu e privacidade para brigar é o que eles não tem. Isso era a melhor desculpa que meu corpo cansado queria.

"Não, dessa vez eu vou", pensava eu.

Liguei pra um dos meus amigos pra ver se ele passava aqui pra me pegar, a dor na coxa estava aumentando.
-Ih, Rodrigo, já estou na cidade, quase chegando. Vem sozinho po.
-Porra, Silvio, mas eu não faço a menor ideia de onde seja essa discoteca. E se eu me perder?
Isso era a melhor desculpa que meu corpo cansado queria.


"Não, dessa vez eu vou", pensava eu.

Levantei a mil pra trocar de roupa antes que o anjinho que mora no meu ombro esquerdo dissesse para eu ficar. Mas o diabinho que mora no meu ombro direito deu um "boa noite cinderela" pro vizinho de ombro. Peguei minhas coisas e fui-me-ei (pra ficar bonito). Entrei no carro, liguei o motor e... cadê que eu sentia a minha perna direita? Porra, como que eu vou dirigindo assim? Com essa perna molenga que não reaje aos meus estímulos? Eu posso acabar sofrendo um acidente!
Isso era a melhor desculpa que meu corpo cansado queria.


"Não, dessa vez eu vou", pensava eu.


Nos primeiros 10 minutos no caminho pra discoteca eu fui com uma das mãos segurando o freio de mão. Eu realmenta estava preocupado, pois o movimento da minha perna direita estava comprometido de verdade. Quando eu tinha que trocar de pedal, do acelerador para o freio, a perna demorava muito a responder e eu podia acabar não conseguindo frear. E o pior: se eu usasse o freio de mão em alta velocidade eu poderia capotar bonito! Dai depois troquei de tática: coloquei a minha mão esquerda embaixo da perna direita e quando era preciso trocar de pedal a minha mão dava uma forcinha, enquanto a mão direita guiava o volante. Mas foi tão tenso que cheguei no lugar, depois de me perder e ficar rodando pelo centro da cidade sozinho com uma perna molenga, cheio de dor de cabeça.

Estacionei o carro, discuti com o flanelinha que já queria levar 10 USD antecipado e finalmente cheguei na famosa BINGO.

Parado de frente pra discoteca me senti naqueles filmes de aventura, quando o mocinho finalmente chega em frente ao castelo do inimigo para o duelo final, depois de ter passado por um vale de mortos vivos, enfrentado a fúria de dragões, combatido sozinho contra 30 guardiões... uma verdadeira odisséia.

"Cheguei. Agora nada pode me deter."

A boate realmente é muito bonita, não deixa nada a desejar a qualquer outra boate que eu tenha ido. Se tivessem te levado para aquele lugar sem você saber onde era, o seu último palpite seria dizer que estava em Luanda.

Mas lembram da parte do "agora nada pode me deter?". Pois é, a minha perna direita realmente queria me deter. Depois da tensão do carro ela piorou e eu parecia um aleijado. Comecei a dançar e estava me sentindo ridículo. A minha perna dirieta definitivamente não respondia aos meus comandos. E quando respondia demorava, o que me fazia dançar totalmente fora do ritmo e desengonçado.

Porra, isso deve ter sido praga da minha tia. Eu sempre imitava o Roberto Carlos andando meio manco, pela falta de uma perna, e ela ficava puta. Ou foi praga da minha empregada, que odiava quando eu zoava o Wagner Montes, outro perneta.

Mas depois de umas 3 doses de vodka com rebull minha perna foi começando a entrar no clima e passou a cooperar comigo e a noite realmente começou pra mim.

Ah, e sabe quem apareceu lá depois? O casal. Aquele mesmo que brigou e que me deixou na mão e me fez passar por tudo isso. Mas tudo bem, foi legal eles terem ido. É sempre divertido estar com eles.

Digo a Bordo!

"Ao retornar de uma viagem, não sei se o mundo diminuiu ou eu é que cresci."

Quer sugerir um destino? Tirar Dúvidas? Ou somente elogiar mesmo?
Escreva para rodrigofranco@digoabordo.com
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