segunda-feira, 16 de abril de 2012

Paris : Palácio de Versalhes!

Depois de um dia inteiro na Eurodisney em plena Paris, muitos dirão: Mas que perca de tempo, Paris tem inúmeros atrativos culturais e históricos tão importantes e ele vai logo para a Disney? Pra compensar esse momento “futilidade”, partimos logo para o Palácio de Versalhes, berço de muita história e fatos marcantes.

Palácio de Versalhes

Chegar lá não é difícil, basta pegar um metrô, o RER linha C, e desembarcar na estação Versailles-Rive Gauche-Château. De trem, à partir da Gare Montparnasse, desça na parada Versailles-chantiers. A viagem dura cerca de 40 minutos.

Trem com destino ao Palácio de VersalhesTrem com destino ao Palácio de Versalhes

DICA: em Paris existe o Paris Visit Card, um passe livre para utilização de grande parte do transporte público em Paris. Existe a opção de incluir os arredores, como a Eurodisney, aeroporto de Orly e o próprio Palácio de Versalhes. Não existe fórmula, a melhor opção deve ser sempre analisada caso a caso. O que posso dizer é que as vezes se você só vai a Eurodisney e não vai ao Palácio, ou qualquer outra combinação, pode ser que valha a pena comprar o passe que só inclui o grande centro de Paris e pagar essa passagem por fora. Veja este link para a compra online deste passe!

Chegando no Palácio, prepare-se para enfrentar fila. Eu digo que Paris não é a cidade-luz, Paris é a cidade-fila. Culpa da cidade ser destino desejado por meio-mundo. Mas culpa também dos franceses,  eles com certeza não sabem organiza-las e muita gente fura fila na maior cara de pau. A nossa sorte é que, pelo menos, só enfrentamos uma das duas filas. A primeira é a da compra do ingresso. Como nós compramos o Paris Museum Pass, tínhamos acesso liberado ao Palácio. Mas a maior fila mesmo é a segunda, ficamos nela por uns 45 minutos. De novo: a compra de um passe, neste caso o passe dos museus franceses, deve ser analisado caso a caso. No nosso, caiu como uma luva, pois nos dava acesso a maioria dos museus e atrações que iríamos para dois dias, exatamente o período que precisaríamos.

Mas enfim, vamos começar?

O Palácio de Versalhes originalmente era o pavilhão de caça do Rei Luis XIII. Somente sob o reinado de Luis XIV que o Palácio foi construído, no momento em que se viu obrigado a transferir a sede do Reino para um local suficientemente afastado dos tumultos e doenças de Paris, na tranquilidade para poder governar de maneira absolutista, sem maiores interferências da população.

A obra durou décadas e, após finalizada, o palácio se tornou o maior do mundo para seu tempo, com 2.153 janelas, 67 escadas, 352 chaminés, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parques e jardins. Esta maravilha da arquitetura francesa e opulência da Monarquia Absolutista Francesa pode e merece ser visitada!

Detalhe dos PortõesPalácio de Versalhes

Os destaques são para os aposentos reais, ainda com decoração e mobiliários originais, a Capela de Versalhes e a Galeria de Espelhos, uma comprida sala composta por janelas de um lado e espelhos do outro, refletindo a vista exuberante dos jardins de Versalhes, outro ponto alto! Foi nesta sala que, em 1919, foi ratificado o tão famoso Tradado de Versalhes, fim oficial da Primeira Guerra Mundial, onde a Alemanha foi responsabilizada por iniciar a grande guerra.

Aposentos ReaisCapela de VersalhesGaleria dos EspelhosJardins de Versalhes

Famosas pinturas e afrescos também fazem parte da decoração interna do Palácio e merecem atenção especial, pois ajudam a entender a história da monarquia da França.

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Depois de Luis XIV, ainda residiram no Palácio dois Reis, o Luis XV e seu sucessor, Luis XVI. Com o advento da Revolução Francesa, em 1789, o Palácio foi abandonado e muitos de seus móveis, objetos de decoração e obras de arte foram ora transferidos para Museus, ora roubados ou vendidos a baixo custo. Uma das obras de arte mais famosas do mundo, a Monalisa, foi parar no museu do Louvre depois de ser transferida deste palácio.

Ah, vá preparado para andar, andar e andar, dentro daquele labirinto de salas e aposentos. Vale muito a pena, mas é cansativo. De lá, fomos almoçar por ali em Versalhes mesmo e depois partiríamos para a Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, para fechar o dia em grande estilo!

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[Continua]

Paris : Dicas para aproveitar a Eurodisney!

Depois de tomarmos um bom café-da-manhã, fomos para a estação Gare du Nord, do ladinho do hotel, para pegar o trem com destino a Eurodisney. A viagem dura cerca de 40 minutos e precisa de baldeação. A primeira parada é na Estação Châtelet Les Halles. De lá, deve-se seguir as placas de transferência para o trem RER A4, com destino final para a Marne-la-Vallée/Parcs Disneyland. Desembarcando, é só seguir o fluxo de gente que vai te levar para a entrada do parque.

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Como sou muito esperto (e modesto!), comprei os tickets online. A vantagem é que normalmente existe um desconto de 10% nos valores, além de não enfrentar filas para comprar por lá e perder tempo precioso do seu dia. Ah, vale lembrar que na verdade a Eurodisney é formada por dois parques: o clássico Disneyland Park e o Walt Disney Studios, sem falar nos hotéis. E se você só tem um dia para aproveitar os dois, como era o nosso caso, qualquer minuto é precioso. Como esta era a segunda vez que eu ia a Eurodisney, já tinha pego alguns macetes. Aí vão algumas dicas:

Assim que chegar no parque, pegue os mapas e analise as atrações. Veja quais que você não quer nem pensar em perder. Se você é como eu, vai curtir as com maior teor de adrenalina. Não deixe para descobrir uma super atração com 10 minutos pro fechamento do parque.

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Feito isso, veja quais destas atrações tem o FAST PASS, que nada mais é que horário marcado para você curtir a atração. Vá até ela, entre na fila específica do FAST PASS e pegue o ticket. Neste intervalo, vá até alguma atração nas redondezas e volte no horário marcado! Vale lembrar que é sempre bom ver o tempo de demora indicado nos letreiros na entrada das filas. Na minha opinião, se o tempo em fila é menor que 20 minutos, não vale a pena pegar o FAST PASS. É porque no FASTPASS também tem fila, então às vezes pode não compensar. AH, por favor, a entrada do FASTPASS não é a mesma que a entrada padrão. Cuidado!

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Como eu curto os brinquedos mais emocionantes, o Walt Disney Studios tem mais a minha cara. Por isso, se você for como eu, fique as primeiras duas-três horas no Disneyland Park para um reconhecimento do terreno e depois parta para o outro parque. Você pode voltar sem problemas, só mostrar o carimbo na sua mão! Na primeira vez que eu fui, só fui lembrar do outro parque faltando 1 e meia hora pro encerramento, tive que me virar para conseguir andar em todos os brinquedos (leia-se furar fila!)

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Parar para almoçar? Tá doido? Você só tem um dia na Disney e vai querer comer que nem um condenado para depois ainda bater aquela moleza? Sem falar na possibilidade de colocar tudo pra fora nos brinquedos mais radicais! Então eu sugiro que você deixe para fazer um lanche rápido um pouco antes da Parada, que normalmente acontece no fim da tarde, perto das 17, 18h.

Se o seu sonho de infância é tirar uma foto com o Mickey, prepare pelo menos 2 horas (ou mais!) para isso. Eu realmente acredito que deve ter muita gente com esse sonho, pois as filas são intermináveis!!! Ai você tem que escolher! Eu não fazia questão (nem ninguém do meu grupo), por isso nem pensei duas vezes! Ainda demos sorte, pois passamos por um “Pateta” dando sopa, com meia dúzia de pessoas para tirar foto. Ainda fizemos graça com ele!

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Ir a Disney e não assistir a Parada é sacanagem! Por mais velho que você seja, é praticamente impossível não curtir e ver ali muitos dos personagens que tiveram presentes em sua infância. Por volta das 14h confirme o horário do desfile com a equipe de apoio que fica circulando pelo parque. Se você quiser ficar bem na frente, vá para a avenida onde acontece o desfile com pelo menos 1 hora de antecedência. Se não fizer tanta questão de um bom lugar, vá mais em cima da hora e aproveite que antes do desfile as atrações e restaurantes ficam com bem menos público.

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E o mais importante, deixem para fazer comprinhas depois da Parada!!! Nada de perder muito tempo nas lojas, né? Controlem-se (essa também é para mim!)!

Bom, seguindo essas “regrinhas”, mesmo que debaixo de chuva, aproveitamos bem o dia e não perdermos nenhuma atração! Na minha opinião as melhores são a Rock'n' Roller Coaster (a montanha-russa do Aerosmith) e a Space Montain! O Twilight Zone – Tower of Terror é um clááááássico e a montanha-russa do Nemo até que surpreende, sabia?

Ah, já ia me esquecendo da principal dica: DIVIRTA-SE, volte a ser criança, nem que seja um por dia!

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De volta ao Hotel, exaustos, encontramos com a Angel, que preferiu ficar mais um dia em Londres e não ir para a Eurodisney (bobona!), e fomos jantar em um restaurante por ali pertinho.

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O dia seguinte nos reservaria uma visita ao Palácio de Versalhes, sem falar nos clássicos Torre Eiffel e Arco do Triunfo. Preparem-se e sentem-se, porque lá vem história.

[Continua]

domingo, 1 de abril de 2012

França : Chegada em Paris–Aeroporto Charles de Gaulle.

Depois de duas semanas em Londres e um fim de semana em Dublin, era hora de partir pra terra dos croissants e da torre Eiffel: a França!

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Chegamos no Aeroporto de Paris-Charles de Gaulle, um dos maiores aeroportos do mundo. Nosso voo pousou cerca de 10 da noite e, após os trâmites de imigração e retirada de malas, nos vimos no saguão do terminal por volta das 11. Estávamos morrendo de fome e decididos parar para comer alguma coisa. Foi nosso erro. Quer dizer, o primeiro, de uma sucessão.

Precisávamos pegar o trem RER B com destino a Gare du Nord, a maior estação de trem da Europa. Essa, somada ao ônibus, é a ligação básica deste aeroporto com o centro de Paris. Confesso, por erro meu, que não chequei qual era o horário da última saída, mas jamais imaginei que no maior aeroporto em número de tráfego aéreo da Europa existisse de fato uma última saída. E ela existia e tinha horário bem definido: 23:56.

Depois de comer, fomos andando em direção a plataforma dos trens e começamos a ver outras pessoas apertando o passo em direção às máquinas de venda eletrônica de bilhetes. Aí veio o segundo erro: para não perder tempo tentando decifrar a máquina, pedi ajuda a um casal de franceses que estavam na máquina ao lado. Eles certamente saberiam o que fazer. Ledo engano, eles estavam mais perdidos que eu, HC e a Natasha, juntos. Aí veio o terceiro e último erro: enquanto tentávamos nos entender com a máquina, o funcionário do trem começou a gritar (óbvio, em francês): –Venham, corram, este é o último trem. Não precisa de bilhete, não precisa de bilhete! - Eu chamei os dois e sai correndo em direção às roletas. HC e Natasha não entenderam nada e eu expliquei. HC é meu pau mandado, tudo que eu falo pra ele durante as viagens ele aceita e acredita, mas Natasha era marinheira de primeira viagem comigo e colocou pé firme: –Não, eu não vou dar calote no trem. Ainda mais em Paris, nem pensar!

-Mas Natasha, eu estou te falando, o funcionário do trem que falou isso. Estou avisando, é o último trem!

-Non, mon amour. – acredita que ela ainda fez biquinho?

Bom, mesmo assim, saí correndo e deixei ela pra trás, tentando convencê-la na marra. Tenho certeza que ela não ia preferir ficar sozinha ali, falando somente 3 palavras em francês (non, mon, amour). E eu tinha razão, no meio da corrida dei uma olhada pra trás e ela estava lá, colocando os bofes pra fora, mas tentando não nos perder de vista.

Mas como o mundo conspira a favor do meu blog, o funcionário fechou a portinha da roleta quando eu estava há menos de 5 metros dela. Óbvio que isso ia acontecer, né? Ainda tentei implorar para que eles nos deixasse entrar, mas não deu certo. Eles nos indicou que teríamos que pegar um ônibus que nos deixaria em uma estação de metrô, para de lá seguirmos em direção ao Hotel. Nessa hora vocês me perguntariam: mas por que não pegaram um táxi? Um táxi deste aeroporto até o centro de Paris custaria por volta de 100 euros. Tá respondido?

Fomos no ônibus até uma estação que até hoje eu não sei qual é. Só sei que era bem no subúrbio e a frequência era péssima. Me arrependo de não ter feito check-in no Facebook dizendo como Paris era linda só para fazer inveja no povo (sim, sou desses). Pelo menos eu ia saber onde estive. Ainda tentamos negociar com um taxista e eles nos cobrou 150 euros, ainda mais caro que se tivéssemos saindo do aeroporto. Íamos de metrô mesmo, merci.

Chegamos na plataforma exauridos, foi um sobe e desce com mala que só vendo. Enfim entramos no metrô e ficamos esperando a partida. Até que, uns 5 minutos depois, uma voz no autofalante diz alguma coisa e começa a sair tudo mundo de dentro do vagão. Ham? Como assim? Gastei novamente meu francês básico da Aliança Francesa e descobri que anunciaram que alteraram a rota daquela composição e teríamos que esperar outra. Menos de 5 minutos depois uma nova voz ecooa e entra todo mundo de novo, na mesma composição. Tá de sacanagem, né? É pegadinha? A menina que eu havia me informado nem esperou eu aborda-la de novo, nos viu com cara de WTF e avisou que mudaram de novo e que aquele trem ia para onde precisávamos: Gare du Nord.

Ao chegar em Gare du Nord, parecia que o tempo tinha parado por ali. A mesma estação, a mesma sujeira e a mesma sensação de “Isso é Paris?” de 2007, quando visitei a cidade luz pela primeira vez. Depois de procurar pelas inúmeras placas de “sortie” (saída, em francês), conseguimos sair da estação e chegamos no Boulevard de Magenta. Já estávamos exaustos e abordamos o primeiro taxista que vimos pela frente. Já abrindo a porta do táxi, apontamos o endereço para o motorista e ele riu. Era óbvio, eu já conhecia o Hotel para onde íamos e sabia que era há 1 quadra dali, mas eu também estava tão cansado que naquele momento eu até preferia ser enrolado pelo cara e pagar 20 euros para não ter que dar mais um passo. Mas ele insistiu no “C'est ici, c'est ici” (É aqui, é aqui), que saímos do táxi e fomos andando.

Chegamos no hotel e tudo que eu queria era um bom banho e uma cama para dormir, pois no dia seguinte iríamos para a Eurodisney bem cedo!

Hc e Natasha ainda tiveram coragem de desarrumar mala, mas eu fiquei assistindo de camarote, da minha cama.

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[Continua]

Digo a Bordo!

"Ao retornar de uma viagem, não sei se o mundo diminuiu ou eu é que cresci."

Quer sugerir um destino? Tirar Dúvidas? Ou somente elogiar mesmo?
Escreva para rodrigofranco@digoabordo.com
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